Comparação morfológica pulmonar e do hemograma de ratos expostos cronicamente por via inalatória e oral aos herbicidas glifosato e 2,4-D

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: GOMES, GABRIELA VIDOTTO CAVALLIERI
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Oeste Paulista
Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional
Brasil
UNOESTE
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://bdtd.unoeste.br:8080/jspui/handle/jspui/1490
Resumo: O Brasil é considerado o país que mais consome agrotóxicos em todo o mundo, sendo um fato preocupante para a saúde pública e ambiental. As formas de exposição aos agrotóxicos são variadas, dentre elas as mais encontradas são a oral e inalatória e ambas podem gerar diversos malefícios a saúde. Dentre os vários pesticidas utilizados no Brasil, os que lideram o ranking de vendas são o glifosato e o 2,4-D. Sendo assim, o objetivo do presente estudo é avaliar o tecido pulmonar e parâmetros hematológicos de ratos submetidos às exposições inalatórias e oral crônica ao herbicida 2,4-D e ao glifosato. Parte da metodologia foi realizada em um estudo anterior, o que diz respeito a exposição ao herbicida 2,4-D. Para a exposição ao glifosato foram utilizados 112 ratos Wistar machos que foram divididos aleatoriamente 14 animais para 8 grupos de concentrações diferentes (GC – Grupo Controle; GBC – Grupo Baixa Concentração; GMC – Grupo Média Concentração e GAC – Grupo Alta Concentração), sendo 4 grupos expostos por via inalatória e 4 grupos expostos por via oral. A exposição foi realizada por 180 dias e após foi realizada a coleta do sangue dos animais para confecção do hemograma e a eutanásia e coleta do tecido pulmonar para análise do infiltrado inflamatório e quantificação das células caliciformes nas vias aéreas. Em relação ao hemograma foi observado que os animais expostos ao glifosato estavam com os valores de hematócritos elevados em todos os ratos, entretanto os do GBC e GMC estavam significativamente reduzidos em relação ao GC. O mesmo resultado foi observado na análise da hemoglobina. Outra alteração observada foi em relação aos valores de fibrinogênio que estavam normais no GC e elevados, com diferença estatística, no GAC e na literatura há indícios de que os níveis de fibrinogênio podem estar relacionados a doenças cardiovasculares. Os animais expostos ao 2,4-D apresentaram valores elevados de eritrócitos comparado aos de referência, sendo que os animais do GBC e GAC estavam com valores significativamente maiores que o GC. Na análise pulmonar não foi observado aumento significativo das células caliciformes e do infiltrado inflamatório dos grupos expostos aos herbicidas comparados aos GC. Portanto, concluímos que ambos os herbicidas podem desencadear alterações hematológicas, entretanto o glifosato se demonstrou com uma maior toxicidade para o sangue comparado aos resultados encontrados do 2,4-D. Além disso, no período de 6 meses a exposição aos herbicidas não provocaram alterações pulmonares. Devido a utilização de agrotóxicos e outras substâncias associadas na prática agrícola, sugere-se ampliar as pesquisas sobre os efeitos da exposição combinada a essas substâncias na saúde ambiental, animal e humana.