Maturação in vitro de oócitos ovinos com o uso da roscovitina e ciclohexemida

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Crocomo, Letícia Ferrari [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/98129
Resumo: Este estudo visou avaliar e comparar a eficiência e reversibilidade da inibição meiótica promovida pela roscovitina e ciclohexemida nos COCs de ovinos cultivados in vitro, assim como analisar o efeitos desses inibidores da meiose sobre a ultraestrutura dos COCs e expansão das células do cumulus. Para isto, COCs grau 1 e 2 recuperados de ovários de ovelhas, obtidos em frigoríficos, foram cultivados, por 24 horas a 38,5ºC e atmosfera com 5% de CO2, em meio de maturação constituído por TCM 199 suplementado com 0,1UI/mL de FSH; 0,1UI/mL de LH; 0,3mM de piruvato; 75µg/mL de penicilina/estreptomicina; 10% SFB e 100µM/mL de cisteamina (Grupo Controle) acrescido de 100μM de roscovitina ou 1μg/mL de ciclohexemida (Grupos Tratamentos). Para retomada e progressão da maturação nuclear, os COCs foram cultivados por mais 22 horas em meio de maturação livre de inibidores da meiose, nas mesmas condições acima descritas. Após 24 e 46 horas de cultivo in vitro, os COCs foram avaliados quanto à expansão das células cumulus em estereomicroscópio, quanto à maturação nuclear em microscópio de fluorescência e quanto à maturação citoplasmática, em microscópio eletrônico de transmissão. Foi constatado adequado bloqueio meiótico em 53,07% e 89,67% dos COCs tratados com roscovitina e ciclohexemida, respectivamente. Em ambos os tratamentos, o bloqueio meiótico foi reversível, com aproximadamente 60% dos oócitos em MII ao final de 46 horas de cultivo in vitro. No entanto, o tratamento com roscovitina inibiu de maneira irreversível a expansão do cumulus em aproximadamente 90% dos COCs e também afetou a ultraestrutura oocitária. Em contrapartida, no tratamento com ciclohexemida, 84,23% dos COCs apresentaram expansão total do cumulus ao final de 46 horas de cultivo in vitro, e houve adequada progressão da maturação citoplasmática, o que denota que a ciclohexemida confirmou a hipótese proposta no presente estudo