Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Cruz, Andressa Alves de Almeida |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11449/255432
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Resumo: |
Apesar dos avanços obtidos no diagnóstico e tratamento de pessoas vivendo com HIV/Aids, o monitoramento dos parâmetros clínicos e laboratoriais para predição de complicações da infecção ainda é um desafio visto à diversidade de variáveis e à dependência de interpretação dos resultados. Neste cenário, o objetivo deste estudo foi avaliar através de técnicas de análise estatística multivariada e inteligência artificial fatores/padrões que pudessem estar associados à progressão e desfechos da infecção pelo HIV-1. Foram incluídos neste um conjunto de dados (informações demográficas, clínicas e laboratoriais), obtidos da Rede de Diversidade Genética de Vírus (VGDN), composto por 1279 pacientes, atendidos no Estado de São Paulo (SP) de 2001 a 2004. Entre os resultados observamos que a utilização de diferentes antirretrovirais (ARV) e o grau de sensibilidade do fármaco se corresponderam à presença de genes de resistência e ao uso de medicamentos da classe dos inibidores de transcriptase reversa nucleosídeos (ITRNs); pacientes com carga viral detectável tiveram correspondência ao histórico de uso de mais de um esquema terapêutico ARV, em especial ao uso prolongado de ITRN; a utilização de ITRNs correspondeu-se também à coinfecção com papiloma vírus humano (HPV) em pacientes portadores do subtipo B do HIV-1; o modelo preditivo para o desfecho da progressão da infecção pelo HIV à caso Aids associou-se a pacientes com baixa contagem de linfócitos T CD4+, coinfectados por hepatites B e/ou C e com idade superior a 45 anos. Estes achados corroboram com protocolos e informações atualmente bem consolidados na literatura, atestando a qualidade do conjunto de dados produzido pelo projeto VGDN. Com relação aos atributos como faixa etária, orientação sexual, transfusão sanguínea, índice de desenvolvimento humano (IDH), tempo de diagnóstico HIV+ e evolução para caso Aids observou-se que grupos considerados vulneráveis (usuários de drogas injetáveis, homossexuais, bissexuais e alto índice de parceiros sexuais) se associaram a longos períodos de diagnóstico HIV+ e Aids, com baixo risco de óbito associado a infecção. Contudo, o grupo com IDH alto e sem a orientação sexual considerada com comportamento de risco apresentou associação entre diagnóstico tardio para o HIV, rápida evolução para caso Aids (<5 anos) e altos índices de óbitos associados à infecção. Assim, sugere-se maiores estudos para avaliar como se caracteriza atualmente a população com IDH alto sem fatores que podem permitir medidas preventivas e de diagnóstico precoce para esta população. |