Estudo comparativo entre os sistemas participativos brasileiros de avaliação de conformidade orgânica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Teixeira, Cassia Regina Bianchini
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/158278
Resumo: Esta pesquisa está vinculada à linha de pesquisa “Estratégia em Organizações Agroindustriais” do Programa de Pós-graduação – mestrado profissional em Administração da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV/UNESP), Campus de Jaboticabal-SP, e discute o tema dos sistemas participativos brasileiros em relação à avaliação de conformidade orgânica. A produção de alimentos orgânicos tem se expandido muito nos últimos anos, tanto no contexto brasileiro quanto no contexto globalizado. Esse crescimento deve-se, principalmente, pela crescente demanda por produtos que proporcionam uma alimentação mais saudável, bem como aspectos relacionados à preservação ambiental e à sustentabilidade. Esse crescimento traz um complicador: como o consumidor poderá diferenciar um produto orgânico de um produto convencional? Diante desse cenário, surgiu à necessidade de estabelecer formas para garantir a avaliação de Conformidade Orgânica, visando proteger consumidores e produtores de forma eficiente. No Brasil, existem três sistemas que garantem a Avaliação de Conformidade Orgânica, são eles: Certificação por Auditoria, Sistema Participativo de Garantia e Sistema de Controle Social na Venda Direta. A partir do exposto, o presente trabalho apresenta, como proposta de estudo, a avaliação comparativa dos sistemas participativos situados no interior de São Paulo levando em consideração a avaliação de conformidade orgânica na percepção de seus dirigentes, apontando vantagens e desvantagens em relação ao pequeno produtor rural na comercialização de produtos orgânicos. Para atingir o objetivo dessa investigação, propomos uma pesquisa de intervenção empírica, de cunho exploratório-descritiva com uma abordagem qualitativa. Metodologicamente falando, foi escolhida a estratégia multicasos. As técnicas empregadas para a coleta de dados foram: revisão bibliográfica, documental, observação direta e entrevista semiestruturada. A análise de conteúdo e o método comparativo foram utilizados nas análises dos dados coletados. No decorrer desta pesquisa, verificou-se que práticas advindas da ciência administrativa, tais como: Gestão de negócio, técnicas de negociação, planejamento, controles, organização, marketing, mercado, logística e análises de viabilidade agregam eficiência e eficácia na estruturação e crescimento sustentável das organizações que atuam dentro dos sistemas participativos. Como resultado, verificamos que o Sistema Participativo de Garantia é o que mais se expandiu nos últimos dois anos, acompanhado pelo Sistema de Controle Social, destaca-se que ambos são do tipo participativo e proporcionam como principais vantagens o compartilhamento de experiências, aprendizado, ajuda mútua, possibilidade de formação de parcerias entre seus usuários e baixo custo, enquanto as principais dificuldades são linhas de crédito inadequadas e falta de assistência técnica. Concluímos que o Sistema de Controle Social serve para que os produtores aprendam a trabalhar em grupo e aperfeiçoem seus conhecimentos em relação ao sistema de produção de alimentos orgânicos. Na medida em que as organizações se estruturam administrativamente e vivenciam um crescimento em suas vendas, ocorre um processo de migração do Sistema de Controle Social sem certificação para o Sistema Participativo de Garantia utilizando o selo Orgânico Brasil visando expandir seus canais de comercialização. Existem muitas pesquisas sobre os mecanismos de controle para garantia da conformidade orgânica, porém poucos são aqueles que olham para o sistema através da percepção dos dirigentes dos organismos participativos, fato que atribui a este trabalho originalidade.