Análise do impacto das tecnologias de informação e comunicação na percepção direta

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Poletto, Leonardo Queiroz Assis [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/204359
Resumo: Na presente dissertação propomos analisar de forma filosófico-interdisciplinar os possíveis impactos das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na percepção direta dos agentes humanos. Nossa principal indagação é: como as TIC estão transformando nosso modo de vida, afetando a percepção-ação dos agentes e, com isso, gerando novos nichos, com novas características disposicionais e affordances tecnológicas? Nesse sentido, nosso foco é investigar quais as características desse novo nicho e de seus agentes que estão surgindo conjuntamente à disseminação em massa das TIC. Além disso, ressaltamos alguns aspectos negativos dessas transformações com o intuito de esclarecer sua natureza e possíveis implicações éticas, especialmente pela restrição da autonomia dos agentes em nichos tecnológicos, cuja conduta é direcionada e moldada pelas possibilidades oferecidas por tais tecnologias. Para isso, assumimos as teses da teoria da percepção direta no sentido proposto por Gibson (1986) e abordado pela Filosofia Ecológica. Investigamos algumas marcas dos impactos das TIC na percepção/ação humana, apontando novas características disposicionais de nichos tecnológicos híbridos que comportam componentes físicos e virtuais. Em seguida, analisamos, a partir do paradigma da Complexidade e da teoria da auto-organização, possíveis efeitos dessas transformações nos processos de complexificação dos nichos, ressaltando os riscos que eles podem oferecer aos processos sociais auto-organizados devido à natureza planejada e à alta capacidade de controle exercido pelas tecnologias de informação e comunicação.