A pedagogia de Rui Barbosa versus a filosofia positivista: uma contribuição à discussão sobre o ensino do desenho no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Alves, Wilson Barbosa [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/143456
Resumo: A expansão econômica internacional gerada pela Revolução Industrial em países da Europa no século XIX apelava para uma mão de obra cada vez mais qualificada, gerando a necessidade de escolas e de um sistema educacional que atendessem aos interesses sociais nesse período. Os europeus realizavam experiências em educação utilizando como ponto de partida o ensino do desenho como forma de qualificação profissional para o desenvolvimento industrial de seus países. O Brasil, por sua vez, não era um país industrial, servia apenas aos interesses internacionais e como mercado consumidor de produtos industriais fabricados na Europa. Pensavam que o ponto de partida para superar essa realidade seria incentivar a educação industrial popular e romper com a crença de que as atividades manuais eram destinadas aos escravos, o que afastava os homens livres do trabalho manual. Desta forma, serão apresentadas nesta dissertação as primeiras iniciativas do ensino profissional criadas no século XIX com a finalidade de desenvolver uma política economicamente industrial por meio da instrução popular qualificada e igualitária, sendo o ensino do desenho o núcleo dessa instrução. Nesta perspectiva, serão expostas as iniciativas inovadoras do ilustre Rui Barbosa (jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador), que apontava, por meio de sua proposta da reforma do ensino primário, as vantagens que o conhecimento do desenho traria à nossa indústria, entre elas, a valorização das profissões industriais. E por fim, a pesquisa procura resgatar as iniciativas do ensino do desenho no Brasil no século XIX, a partir da hipótese de que houve duas correntes: uma baseada na filosofia do positivismo, encampada pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, e a outra, no ensino intuitivo, seguida pela reforma do ensino primário de Rui Barbosa e pelo Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Por meio de uma pesquisa bibliográfica sobre o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e dos pareceres de Rui Barbosa, será possível investigar e analisar o conteúdo até então perdido em nossa história referente ao ensino do desenho, possibilitando um olhar mais crítico sobre as práticas pedagógicas de contraposição à filosofia positivista proposta pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.