Uso do amido resistente na promoção da saúde intestinal de cães idosos: formação de produtos de fermentação e características histológicas da mucosa intestinal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Peixoto, Mayara Corrêa [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/132922
Resumo: O aumento da expectativa de vida dos animais de companhia tem estimulado as pesquisas em nutrição para cães e gatos seguir a tendência da nutrição humana, que visa estudar intervenções que proporcionem melhor qualidade de vida e favoreçam a saúde como um todo, retardando ou até mesmo minimizando o aparecimento de doenças relacionadas ao envelhecimento. Cães idosos apresentam inflamação de baixo grau na mucosa do trato gastrointestinal, evidenciada por enterites e colites discretas a moderadas. O consumo de dieta contendo carboidratos fermentáveis, como o amido resistente (AR) pode amenizar essas alterações provocadas pela idade. O fornecimento de substrato fermentável para a microbiota intestinal, com correspondente produção de ácidos graxos de cadeia curta, em especial o butirato favorece melhor suporte nutricional à mucosa, influenciando sua estrutura e função, com potenciais benefícios à saúde e diminuição de inflamação. Este estudo avaliou os efeitos do consumo de amido resistente (AR) em cães idosos sobre a digestibilidade dos nutrientes, produtos de fermentação, IgA fecal e as características histológicas da mucosa intestinal. Uma mesma formulação foi processada de dois modos diferentes, originando ração com baixo (0,21%) e elevado (1,46%) teor de AR. Os resultados de consumo, digestibilidade, produtos de fermentação e IgA foram avaliados pela função GLM do SAS, considerando esquema fatorial 2x2, com dois tempos e dois tratamentos. Os dados de morfometria das criptas do intestino grosso foram analisados pelo teste T-pareado. Os resultados histológicos das biopsias intestinais foram avaliados por estatística não paramétrica, utilizando-se o teste de Wilcoxon para dados pareados (P<0,05). A digestibilidade da proteína (P=0,002) e do extrato etéreo (<0,001) foi maior na dieta com menos AR. Quando alimentados com a ração com mais AR, as fezes dos cães apresentaram menor pH, maiores teores de propionato, butirato, ácidos graxos voláteis totais e lactato (P<0,05). À análise histológica, não foi verificado diferença significativa em nenhum parâmetro analisado quando comparado os valores obtidos no período final de consumo da ração baixo AR e elevado AR. À análise morfométrica, foi observada tendência ao aumento do tamanho das criptas do cólon descendente dos cães que consumiram a ração com elevado AR (P=0,083). No presente estudo, mesmo apresentando efeitos sobre os produtos de fermentação bacterianos e pH fecal, não houve alterações benéficas significativas na mucosa gastrointestinal, que demonstram ser necessários mais estudos sobre o assunto em cães.