Detalhes bibliográficos
| Ano de defesa: |
2019 |
| Autor(a) principal: |
Tinajero Aroni, Mauricio Andrés |
| Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
| Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
| Tipo de documento: |
Tese
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| Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
| Idioma: |
por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: |
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| Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/183658
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Resumo: |
O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do uso de diferentes substitutos sobre o reparo ósseo de defeitos críticos de calvárias de ratos com ou sem osteoporose. Para tanto, foram divididos em três estudos. O estudo 1 avaliou o efeito de diferentes biomateriais sobre o reparo de defeitos críticos de calota (DCC) de 40 ratos saudáveis que foram aleatoriamente divididos em 5 grupos com 8 animais, de acordo com o tipo de biomaterial utilizado para preencher os DCC: Grupo COA (coágulo); Grupo AUT (osso autógeno); Grupo OBD (osso bovino desproteinizado); Grupo HA/ TCP (cerâmica bifásica composta de hidroxiapatita e β-fosfato tricálcio); Grupo TCP (β-fosfato tricálcio). Foram executadas análise microtomográfica para avaliação do comprimento linear remanescente (DLL) do DCC e o volume dos tecidos mineralizados (MT) dentro do defeito nos períodos de 3, 7, 15 e 30 dias após cirurgia. Adicionalmente, foi executado análise histométrica para avaliar a composição do tecido ósseo reparado (% Osso e % Biomaterial) no período de 30 dias. O grupo COA apresentou o menor DLL e MT dentro do DCC e maior % osso do que os outros grupos. O grupo OBD apresentou maior volume de tecidos mineralizados e maior % biomaterial do que o grupo os grupos AUT e TCP. Os grupos OBD e AUT apresentaram maior % osso que o grupo TCP. O estudo 2 avaliou o efeito do enxerto com OBD carregado de estrôncio (Sr) na cicatrização óssea em DCC em 42 ratos saudáveis. Foram feitos 2 defeitos/rato, e um destes aleatoriamente foi enxertado com (a) OBD, (b) OBD carregado com 19,6 μg/g de Sr (OBD / Sr1), ou (c) OBD carregado com 98,1 μg/g de Sr (OBD / Sr2), e outro defeito foi deixado vazio como controle negativo. Grupos de sete animais de cada um dos grupos foram eutanasiados 15 e 60 dias pós-operatórios. A cicatrização óssea no DCC foi avaliada por micro-CT e histologia / histomorfometria e imuno-histoquímica. Os sítios enxertados com OBD Sr2 mostraram um comprimento de defeito residual radiográfico significativamente menor comparado com OBD Sr1, OBD e com controles vazios aos 60 dias. Além disso, a quantidade de formação óssea nova no OBD/Sr1 e OBD/Sr2 foram significativamente maiores em comparação com os sítios enxertados com OBD aos 60 dias. Os grupos OBD/Sr1 e OBD/Sr2 apresentaram ligeira ausência de inflamação em comparação com os defeitos enxertados com OBD, especialmente aos 60 dias. Maior expressão de osteocalcina foi observada em sítios enxertados com OBD/Sr1 e OBD/Sr2 em comparação com OBD. O estudo 3 avaliou o efeito do OBD carregado de estrôncio sobre o reparo ósseo em DCC de ratas ovariectomizadas. Cinqüenta e seis ratas adultas foram alocadas aleatoriamente em quatro grupos com 14 animais cada, de acordo com o tipo de biomaterial utilizado para preencher os defeitos de 5mmØ: OBD /controle: O DCC foi preenchido com OBD em animais submetidos à simulação da ovariectomia; OBD / Ovx: O DCC foi preenchido com OBD em animais submetidos à ovariectomia; OBD-Sr1 / Ovx: o DCC foi preenchido com OBD revestido com estrôncio em baixa concentração (140 µM) em animais submetidos à ovariectomia; OBD-Sr2 / Ovx: O DCC foi preenchido com OBD revestido com estrôncio em alta concentração (700 µM) submetido à ovariectomia. As análises de comprimento radiográfico remanescente do defeito (R-RDL) e preenchimento com tecido mineralizado (R-MTF) foi avaliado pela Micro CT, e a composição do tecido reparado (osso e biomaterial) foi avaliada pela análise histométrica após 15 e 60 dias do sacrífio. Os animais do OBD-Sr1/Ovx e OBD-Sr2/Ovx apresentaram maior R-MTF que os animais do OBD/controle e OBD/Ovx. Além disso, o grupo OBD-Sr2/Ovx apresentou maior R-MTF que o OBD-Sr1/Ovx. O OBD/controle, OBD-Sr/Ovx e OBD-Sr2/Ovx apresentaram mais osso que o grupo OBD/Ovx. De acordo com esses estudos, pode-se concluir que o OBD possui melhor qualidade de reparo ósseo quando comparado com outros biomaterias, como TCP e HA/TCP, porém é inferior ao enxerto autógeno. Quando o OBD está associado ao Sr, suas propriedades biológicas são melhoradas, de modo a aumentar a formação óssea, além disso, em altas concentrações de Sr produz maior volume de tecido ósseo reparado em ratas com indução de osteoporose. |