Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Bello, Marielle Poyo |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/235400
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Resumo: |
A formação do técnico em enfermagem (TE) deve ser empreendida como um processo ativo de troca e apreensão de conhecimento devido à sua finalidade como prática de fazeres na assistência à saúde das pessoas. O conteúdo curricular do curso deve ser articulado com os objetivos a serem alcançados, a metodologia de ensino e a avaliação dos professores e alunos sobre o processo de ensino e aprendizagem. As metodologias ativas possibilitam essa articulação no modo presencial dos cursos em todos os níveis de ensino. Porém, no contexto da pandemia da COVID-19 iniciada em dezembro de 2019, as instituições de ensino no país e no mundo adaptaram-se para atender as recomendações sanitárias de distanciamento e isolamento social impostas pela alta transmissibilidade do vírus. O ensino remoto foi uma modalidade utilizada por muitas escolas e universidades no mundo todo, como forma de manter a continuidade dos cursos. Diante desse cenário e das dificuldades tecnológicas identificadas para essa consecução, como o acesso à internet, equipamentos eletrônicos e ferramentas digitais, docentes e discentes de um Curso de Técnico de Enfermagem oferecido por uma instituição de ensino privada adaptaram os recursos existentes para o ensino remoto. Para tal, remodelou-se o plano curricular e os conteúdos programáticos requeridos do citado curso em março de 2022. Objetivos: Compreender a experiência de docentes e discentes que vivenciaram o ensino remoto em um curso de TE; evidenciar o uso de metodologias ativas no ano de 2020 no contexto da pandemia da COVID-19; construir uma oficina pedagógica a partir da compreensão da experiência Métodos: Trata-se de um estudo exploratório, qualitativo, realizado em uma instituição privada de ensino profissional localizada em uma cidade do interior paulista julho de 2020 a maio de 2022. Aprovado pelo comitê de ética com Parecer Consubstanciado nº 4.159, em 17 de julho de 2020. As pesquisadoras convidaram os participantes de acordo com os critérios de inclusão, os docentes deveriam estar ministrando aulas remotas e os discentes matriculados regularmente no curso, utilizou-se um roteiro semiestruturado; as entrevistas foram áudio-gravadas, individuais, pela funcionalidade do Google Meet em sala privativa e/ou por recurso de chamada de vídeo por aparelho celular; com agendamento prévio e sem interferir nas atividades didáticas. O instrumento de coleta possuía três partes: dados sociodemográficos; caracterização do ensino remoto; pergunta norteadora da entrevista. Os dados coletados das primeira e segunda partes foram descritos e caracterizados em frequências absolutas e relativas de acordo com as variáveis. Os dados da terceira parte foram analisados de acordo com o referencial metodológico de Análise de Conteúdo de Laurence Bardin. O produto foi construído a partir das evidências do estudo qualitativo e denominado “Oficina de capacitação para docentes sobre metodologias ativas” e estruturado com os seguintes itens: data e horário da realização; local; roteiro sequencial das atividades; materiais utilizados e o tempo de duração; com cinco dias de duração e inclusos a apresentação e acolhimento aos participantes; um questionário para ser aplicado pré-realização da oficina; quatro dias para o desenvolvimento das metodologias ativas para conhecimento e prática; e no último dia a avaliação da oficina pelos participantes. Resultados: Foram entrevistados nove docentes e 13 discentes, e após a análise de conteúdo das entrevistas, foram denominados cinco temas: 1- Pandemia como um novo cenário desafiador para o processo de ensino-aprendizagem; 2- O (des) conhecimento sobre metodologias ativas; 3- Potencialidades e adesão do discente ao processo ensino aprendizagem remoto; 4- Manutenção e valorização pelos discentes: do vínculo institucional com os docentes, das unidades curriculares do curso profissionalizante; 5- Enfrentamento e adaptação no ensino remoto. O produto configurou-se no formato de uma oficina para docentes e discentes, para ser utilizado em ações educativas de acordo com a identificação do desconhecimento sobre metodologias ativas identificado na análise qualitativa. Discussão: O contexto pandêmico trouxe para docentes e discentes uma nova adaptação em relação ao ensino aprendizagem. Na área da saúde foi necessário incorporar novas práticas com uso de tecnologias e associar com as metodologias ativas a fim de superar esse período pandêmico. Em relação ao uso de metodologia ativa no ensino remoto durante a pandemia voltada para o curso técnico de enfermagem foram observadas dificuldades como: desconhecimento e falta de preparo para a utilização de plataformas digitais disponíveis; falta de conhecimento em relação ao uso das tecnologias, ferramentas e prejuízos em relação a conectividade e acesso à internet de qualidade. O produto elaborado pode contribuir assertivamente para o aprendizado e capacitação de docentes e discentes do referido curso mesmo após a pandemia. Considerações finais: As experiências vivenciadas pelos participantes do estudo foram analisadas como uma estratégia de ensino remoto em meio a um ambiente de medo, dúvidas e dificuldades na pandemia. Diante disso identificou-se que poucos conheciam o que realmente é uma metodologia ativa e foi desafiador diante dessa evidência construir um produto que pudesse atender à necessidade de aprimorar esse conhecimento. A oficina é um recurso didático eficaz para a promoção das metodologias e métodos inovadores de ensino aprendizagem e pode ser aplicada em outros cenários de instituições, privadas ou públicas, permite formar multiplicadores dessa estratégia. Descritores: Materiais de ensino; Tele-educação; Educação em enfermagem; Infecções por coronavírus. |