Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Araujo, Márcia Regina Soares de [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/138086
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Resumo: |
O processo de monopolização capitalista na agricultura que a região dos cerrados piauienses vivencia remete às transformações territoriais e à recomposição no território de ordem técnica e orgânica. Essa reestruturação territorial adorna fatores que induzem as cidades preexistentes a se revestirem de acordo com as dinâmicas oriundas do campo. Nesse sentido, a presente Tese tem como objetivo central compreender as novas dinâmicas do espaço rural/urbano dos cerrados nordestinos decorrentes do avanço recente do agronegócio na região, em particular o município piauiense de Uruçuí. A metodologia empregada neste trabalho constou de levantamento bibliográfico, pesquisa de campo, construção de dados a partir de instituições públicas e privadas, observação direta, diário de campo, levantamento cartográfico e iconográfico; por fim, a elaboração da tese. A trilha metodológica percorrida propiciou a constatação de elementos aparentemente dissimétricos, como homogeneização e desigualdade que aparecem fartamente nas determinações territoriais do município. A homogeneização das paisagens é reflexo da agricultura mundializada e se traduz na constituição de uma paisagem monocromática. No âmbito das relações sociais de poder, as ações hegemonizantes do capital obliteram parcela significativa da comunidade local desse processo. Como um dos elementos fundadores da dinâmica econômica presente no município está a aplicação de recursos que dizem respeito aos créditos agrícolas, e que despertou o interesse de produtores capitalizados das mais diversas regiões do País. Outro fator ímpar que garante a constatação da desigualdade social se refere ao comportamento altamente concentrador da estrutura fundiária da região. Ao longo do trabalho. foi possível identificar as determinações territoriais da lógica da produção de commodities impressas nesse município, pela ação do capital monopolista e financeiro. Essas determinações também oportunizaram observar claramente que o pêndulo das oportunidades se direcionam em grande medida para os sujeitos que aportam no município providos de capital. A administração pública ineficiente e a baixa absorção de mão de obra por parte do setor privado demonstram quão segregador é esse processo. A inadimplência, a falta de oportunidades e o alijamento da população camponesa, homens e mulheres não conseguem dialogar com o discurso de desenvolvimento e prosperidade, ventilada aos quatro cantos do país pelo discurso hegemônico. A realidade é que a produção nos cerrados piauienses tem, de fato, alcançado patamares elevados de produção e produtividade; no entanto, a promoção de ganhos é unilaterial, o que amplia os desníveis e injustiças sociais dos quais grande parcela da comunidade local é vítima. |