Desempenho horticultural, incidência e severidade de Huanglongbing em tangerineira Ponkan enxertada em diferentes porta-enxertos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Giovanni Santiago da [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/257323
Resumo: A tangerineira ‘Ponkan’ (Citrus reticulata Blanco) é uma das principais cultivares no estado de São Paulo e em todo o país, devido ao seu sabor e aroma agradáveis. No entanto, em função de desafios relacionados a fatores bióticos e abióticos, faz-se necessária maior diversificação de porta-enxertos para essa copa. Um dos desafios é a ocorrência do huanglongbing (HLB ou greening), que está presente em todas as regiões citrícolas do estado, causando graves prejuízos sendo a ‘Ponkan’ uma cultivar muito susceptível. Dessa forma, neste trabalho avaliou-se o desempenho horticultural de tangerineira ‘Ponkan’ enxertada em 25 porta-enxertos em uma área com elevada ocorrência de HLB, situada no Norte do Estado de São Paulo. O experimento foi implantado em fevereiro de 2016 na Fundação Coopercitrus Credicitrus em Bebedouro – SP no espaçamento de 5,0 m x 2,0 m em regime de sequeiro. O delineamento adotado foi o inteiramente casualizado com 25 tratamentos (porta-enxertos), 30 repetições e uma planta por parcela. As variáveis avaliadas foram o crescimento vegetativo, a produção e a qualidade de frutos, o envergamento dos ramos, a tolerância ao déficit hídrico, a incidência acumulada e a severidade de HLB em plantas e frutos até a safra de julho de 2023. Os dados foram analisados pelo teste de Fisher, sendo as médias agrupadas pelo teste de Scott-Knott (p<0,05). Os porta-enxertos mais produtivos foram LRFM, TST, H-NFG-005, INDIO, TC, LVLG, BRAVO, LCL, TSC e CS-4475, com valores que variaram de 39,88 kg/planta a 45,86 kg/planta. De modo geral, esses porta-enxertos induziram maiores volumes de copa e foram aqueles que proporcionaram maiores eficiências produtivas. Esses mesmos porta-enxertos induziram à copa frutos maiores, com massas variando de 174,94 g a 202,19 g, com valores intermediários de sólidos solúveis que variaram de 10,86 º brix a 12,35 º brix, e altos valores de índice de maturação (Ratio) sendo a média entre eles de 18,04. Além disso esses porta-enxertos estão associados com maior tolerância ao déficit hídrico. Apesar da alta incidência média de HLB (75%) no experimento após 7 anos de plantio, o porta-enxerto de trifoliata Flying Dragon foi o único que apresentou menos de 50% de plantas sintomáticas. As notas de severidade variaram de 2,00 a 3,77, indicando que todos os porta-enxertos apresentaram-se como suscetíveis e com impactos significativos na produção, comprometendo 41,35% da produtividade da safra do ano de 2023. Esse impacto também se estende a qualidade de frutos, com diminuição de 47,48% nos índices de massa de frutos e de 24,75% nos índices de sólidos solúveis (ºBrix), além disso, nota-se o aumento na acidez dos frutos de 41,51%, em relação com os frutos de plantas saudáveis.