Bioestimulação transdentinária de células odontoblastóides através da aplicação de sinvastatina previamente ao uso do cimento de ionômero de vidro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Leite, Maria Luísa de Alencar e Silva [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/149833
Resumo: O objetivo geral da presente pesquisa foi avaliar se o pré-tratamento da dentina com sinvastatina (SV) antes de aplicar o cimento de inômero de vidro (CIV) permitiria a difusão transdentinária desta droga em concentrações capazes de promover aumento da capacidade de células odontoblastóides em depositar e mineralizar matriz de dentina. No Estudo 1, foram determinadas concentrações de sinvastatina que fossem bioativas e citocompatíveis quando em contato com células odotoblastóides MDPC-23. Duas concentrações (0,01 e 0,1 μM) e três tempos de tratamento (24 h, 72 h e contínuo – até 14 dias) foram avaliados. No Estudo 2, diante da confirmação da hipótese da difusão transdentinária da SV por análise em cromatografia liquida em espectro de massa (LC-MS/MS), concentrações de 2,5 e 1,0 mg/mL foram selecionadas para avaliação do efeito bioativo transdentinário sobre células odontoblastóides MDPC-23 após pré-tratamento ou não da superfície dentinária com EDTA. Também nesse estudo foi avaliada a ação antimicrobiana (teste de disco-difusão) das concentrações de 2,5 e 1,0 mg/ml de SV sobre Streptococcus mutans e Lactobacillus acidophilus. No Estudo 3, a concentração que apresentou os melhores resultados no estudo anterior foi selecionada para avaliação do efeito bioativo transdentinário sobre células MDPC-23 associado ao protocolo de forramento cavitário com Ketac Molar (3M ESPE). Nos estudos que avaliaram o efeito bioativo da SV foram analisados os seguintes parâmetros celulares: viabilidade celular (MTT), atividade de ALP (timolftaleína monofosfato) e deposição de matriz mineralizada (alizarin red) (n = 6). A concentração de 2,5 mg/ml de SV também foi selecionada para avaliação da resistência de união ao microcisalhamento do CIV Ketac Molar à dentina, aplicando-a sobre a dentina pré-tratada ou não com EDTA. Os dados foram submetidos aos testes ANOVA e Tukey (p < 0,05). Os resultados do Estudo 1 demonstraram que baixas concentrações de SV em curto período de tratamento apresentaram efeito bioativo e citocompatível sobre células odontoblastóides MDPC-23. Em sequência, os estudos transdentinários demonstraram aumento na atividade de ALP e na deposição de matriz mineralizada quando a dentina foi tratada com SV; no entanto, apenas a SV 2,5 mg/mL, associada ou não ao EDTA, resultou em valores significativamente superiores ao controle negativo, para ambos os parâmetros testados. Desta forma, a concentração de 2,5 mg/mL de SV foi selecionada para realização dos experimentos subsequentes, onde foi possível observar que o forramento da dentina com CIV, realizado após tratamento do substrato com EDTA e SV apresentou a melhor resposta quanto a expressão dos marcadores fenotípicos testados. De modo complementar, observou-se ação antimicrobiana da SV nas concentrações testadas contra as linhagens avaliadas e que o pré-tramento da dentina com EDTA previamente a aplicação da SV resultou em valores de resistência de união significativamente superiores comparado ao tratamento isolado com SV. Assim, conclui-se que o tratamento da dentina com SV previamente ao forramento do substrato com CIV é capaz de aumentar a capacidade de células odontoblastóides em depositar matriz mineralizada rica em cálcio.