Efluentes hospitalares e sua relação com as estações de tratamento de esgoto com ênfase na composição microbiológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Lima, Isabelle Cardoso Alves de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/251609
Resumo: Os efluentes hospitalares são considerados contaminantes emergentes em águas residuais de estações de tratamento de esgoto, e tem gerado uma preocupação crescente nos últimos anos. Com avanço na produção de novos medicamentos, é inevitável sua maior distribuição e aplicação, visando melhora na saúde. Todavia, é importante ressaltar que os fármacos são complexos desenvolvidos e usados com o objetivo de promover efeitos biológicos específicos e serem excretados com facilidade, na sua forma original ou como metabólito. Quando excretados, seu destino é uma estação de tratamento, que utiliza a mesma metodologia para tratar os afluentes urbanos, sendo assim, qualquer descontaminação dos efluentes hospitalares é fortuita e inerente ao processo de tratamento. Esse estudo apresenta uma análise comparativa entre três estações de tratamento localizadas em Barretos – SP, sendo que duas delas recebem os resíduos gerados pelo Hospital do Câncer, um dos maiores e mais sofisticados centros de tratamento oncológico da América Latina. Nos anos de 2022 e 2023, foram realizadas coletas durante as quatro estações do ano, a fim de entender as diferenças e as similaridades encontradas entre as estações de tratamento. As estações foram avaliadas sob três áreas de investigação: (i) análise do material presente na biomassa das estações por Espectroscopia de Infravermelho, Análise elementar e avaliação dos paramentos físico-químicos para estabelecer uma comparação com o aceito pela legislação ambiental (ii) análise do microbioma por sequenciamento do gene ribossomal 16S em conjunto com mapeamento de oligonucleotídeos e (iii) caracterização fenotípica de suscetibilidade antimicrobiana em conjunto com a identificação bioquímica dos microrganismos. Os resultados, mostram uma similaridade tanto na análise do material presente na biomassa, quanto na identificação microbiológica e abundância relativa dos microrganismos nas três estações de tratamento, principalmente no esgoto bruto sem tratamento. Todavia, vale ressaltar que em relação a resistência microbiana, as estações de tratamento que estão ligadas ao despejo diário dos resíduos do Hospital do Câncer, apresentam índices mais elevados de fenótipos resistentes, do que quando comparado com a estação que recebe apenas o afluente urbano, sendo isso atrelado há um problema de saúde pública que merece atenção de órgãos ambientais.