Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Queiroz, Thayline Vieira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/157228
|
Resumo: |
Apesar de já incorporada pelas políticas públicas desde a década de 1970, a Educação Ambiental ainda sofre muita resistência no contexto escolar, pois se constituiu no Brasil como um espaço complexo de relações e interações sociais que contribuiu para a exposição pública de diversos atores e interesses, com frequentes embates, conflitos e disputas de poder. Nessa perspectiva, o estudo buscou responder as questões de pesquisa propostas com foco nos atores, trajetória e contextos históricos e sociopolíticos envolvidos na elaboração das políticas de projetos que culminou na implementação da Educação Ambiental no município de Ilha Solteira – SP, que iniciou-se a cerca de oito anos. Portanto, objetivou analisar a inserção da EA nas escolas de Ensino Fundamental I no município, por meio de um resgate histórico de sua implementação, buscando compreender o processo de disciplinarização da Educação Ambiental na rede de ensino de Ilha Solteira-SP. A pesquisa se configura em uma abordagem qualitativa, envolvendo um Estudo de Caso. Utilizou-se como fontes de estudo documentos escritos e entrevistas dos atores envolvidos na inserção da Educação Ambiental no município. Com base nos fundamentos teóricos adotados para esta pesquisa, considerando a concepção de Educação Ambiental crítica ao analisar os documentos, e também ao confrontar os discursos da entrevista, os dados evidenciam que, embora a EA tenha sido pensada, em um momento inicial, como uma espécie de enriquecimento curricular nas escolas de Tempo Integral, com o passar do tempo foi dado a ela um formato eminentemente disciplinar, e até mesmo político, afim de assegurar sua permanência nas escolas, por meio de um espaço curricular específico. Assim, até virar uma disciplina não houve uma intenção pedagógica e educacional, há indícios que o espaço permanente seria para manter o selo do Programa Município Verde Azul. Apesar de consolidada, nota-se a ausência de estratégias e planos de ações coletivas junto da comunidade escolar, que possam contribuir com uma rede de saberes necessários para o enfrentamento da complexidade que a Educação Ambiental exige enquanto proposta interdisciplinar. |