Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2003 |
Autor(a) principal: |
Benelli, Silvio José [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/97643
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Resumo: |
Nesta pesquisa realizamos uma análise institucional, cujo objetivo é problematizar as práticas formativas eclesiásticas católicas, tais como elas se apresentam nos modos de funcionamento institucional de um Seminário Católico - localizado no Estado de São Paulo - e no registro do saber eclesiástico, como produtoras de uma modalização específica da subjetividade (futuros padres). Através da observação do cotidiano do estabelecimento, de entrevistas semi-estruturadas com diferentes atores institucionais, da análise dos documentos oficiais do Magistério Católico e de uma revisão bibliográfica pertinente, buscamos compreender as relações de formação entre padres formadores e seminaristas como um dispositivo privilegiado de constituição do Seminário como agência de produção de subjetividade. Como mediação e pano de fundo para nossos objetivos examinamos o processo histórico que engendrou a atual sociedade disciplinar, enquanto um projeto do Estado de normalização social, e possibilitou o aparecimento das instituições de seqüestro, que se atualizam em estabelecimentos tais como o Seminário Católico. Concluímos que o Seminário investigado pode ser considerado como uma instituição tipicamente disciplinar cujo principal mecanismo e operador microfísico é o relatório (instrumento de exame, vigilância e sanção normalizadora). Sua origem pode ser encontrada no convento católico medieval, matriz de diversas instituições totais. Sua técnica básica é o confinamento e sua lógica é totalitária e panóptica. O modo de funcionamento desse Seminário Católico se caracteriza pela contradição entre um discurso que privilegia a participação e práticas formativas disciplinares objetivantes e normalizadoras, produzindo uma modalidade de subjetividade de tonalidade perversa. |