Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Côco, Layla Tatiane [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/144422
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Resumo: |
Introdução: Adesão ao tratamento refere-se a um comportamento ativo do paciente em relação à doença e ao tratamento compartilhando as decisões com o profissional de saúde. Considera-se a adesão um fenômeno resultante da interação de fatores de diferentes naturezas que afetam diretamente o comportamento do paciente: fatores relacionados ao indivíduo; fatores sociais, econômicos; fatores relacionados ao serviço de saúde e aos profissionais de saúde e ainda os fatores relacionados à doença e ao tratamento. Objetivo: Este estudo propõe-se a realizar uma revisão integrativa da literatura nacional e internacional sobre fatores associados à adesão ao tratamento da Hepatite C, com especial ênfase aos fatores psicológicos e sociais. Método: Foram estabelecidas as várias fases deste estudo, segundo o procedimento proposto: elaboração da pergunta de pesquisa, estabelecimento dos critérios para seleção da amostra, apresentação das características das pesquisas selecionadas, análise dos dados, interpretação dos resultados e a síntese da revisão. Realizou-se busca dos artigos nas bases de dados: Medline, Web of Science, Cinahl, Lilacs, Psycinfo, Scopus e Scielo. Foram incluídos artigos nos idiomas português, inglês e espanhol, publicados entre os anos 2000 a 2016 e excluídos os artigos que não foram considerados pertinentes ao objeto de estudo. Resultados: Obteve-se um corpus com 14 artigos, totalmente estrangeiro, publicado em inglês, nos anos de 2001 a 2015, majoritariamente indexados no Medline, o método quantitativo predominou entre as pesquisas selecionadas (onze artigos) em relação aos qualitativos (três artigos). As variáveis psicológicas pesquisadas em relação à possível associação com a adesão/não adesão ao tratamento de Hepatite C, nos estudos quantitativos, foram: presença de sintomas psicológicos, como ansiedade e depressão, raiva, hostilidade, transtornos psiquiátricos, autoeficácia, ainda foram investigados funcionamento social, problemas interpessoais e comportamentos relacionados à saúde. Esses estudos avaliaram também a possível influência na adesão ao tratamento de características sociodemográficas: idade, ocupação, escolaridade, sexo, etnia, apoio social e ainda o uso de álcool e outras drogas (abstinência e tratamento). Entre estes fatores foi verificada associação significativa entre não adesão e presença de transtornos psiquiátricos, sintomas de depressão, ansiedade fóbica, comportamento hostil, intrusividade, uso regular de substâncias, idade (ser mais jovem), desemprego, não estar em relacionamento estável. Já as variáveis associadas estatisticamente com adesão ao tratamento foram iniciar medicação psiquiátrica durante o tratamento, comportamentos relacionados à saúde (dieta e comportamento alimentar), menor distância do centro de tratamento, genótipo 3, coinfectado HIV e virgens de tratamento. Também foram avaliados três estudos qualitativos em que foram apontadas e discutidas como barreiras e como facilitadores da adesão ao tratamento: percepção e experiências com o tratamento, presença de estigma, apoio social, estratégias de enfrentamento, sistemas de crenças, medo e ansiedade. Conclusões: Conhecer os fatores que podem interferir na adesão ao tratamento da Hepatite C é extremamente importante, seja pela gravidade da doença, pelo aumento de sua incidência, pela complexidade e custo do tratamento que exige adesão completa para se obter RVS, além do impacto pessoal e social dessa doença e de seu tratamento, que faz da Hepatite C um problema de saúde pública. Considera-se que a relevância desta revisão está ainda em apontar a necessidade de se ampliarem as pesquisas sobre o papel das variáveis psicológicas e sociais sobre as características da comunicação com os profissionais de saúde que possam favorecer melhor adesão. Pesquisas com esse intuito, ainda tão ausentes na literatura, poderão contribuir para o desenvolvimento de programas psicoeducativos para que se amplie a adesão aos tratamentos hoje disponíveis. |