Otimização da tecnologia de aplicação para o controle de lepidópteros desfolhadores na cultura da soja

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Bernardes, Laryssa Moreira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/194130
Resumo: A máxima performance da aplicação de agrotóxicos no campo está associada ao uso da tecnologia de aplicação adequada, ao comportamento do alvo biológico e as condições ambientais favoráveis à aplicação. Nesse sentido, o objetivo foi avaliar o efeito de diferentes horários de pulverizações associados a diferentes volumes de calda de inseticidas na eficácia do controle de lepidópteros desfolhadores a fim de se aperfeiçoar a tecnologia de aplicação na cultura da soja. Para isso, quatro experimentos foram conduzidos durante as safras agrícolas 2016/17 e 2017/18, avaliando-se respectivamente: a caracterização das propriedades físico químicas em diferentes volumes de calda do inseticida clorantraniliprole; avaliação qualitativa da pulverização no controle de lepidópteros desfolhadores; a movimentação larval de C. includens e A. gemmatalis na cultura da soja e influência do horário de aplicação x redução de volume de calda no controle de lepidópteros desfolhadores. O primeiro experimento foi conduzido em laboratório no delineamento inteiramente casualizado, com três tratamentos simulando as concentrações do inseticida clorantraniliprole, representando os volumes 70, 90 e 150 L ha-1. Os outros experimentos foram realizados em campo, sendo dois deles (2 e 4) no delineamento em blocos casualizados através das interações entre horário de aplicação e volumes de calda. O experimento 3 foi em blocos casualizados pela interação do horário e terços da planta (superior, médio e inferior). Maiores concentrações do inseticida na calda representadas pelos volumes 70 e 90 não modificou os valores de pH e tampouco a estabilidade da calda, no entanto alteraram os valores de tensão superficial e ângulo de contato, o que provavelmente promoveu aumento da molhabilidade da superfície. O volume 150 L ha-1 proporcionou maior cobertura, no entanto o volume 70 L ha-1 propiciou cobertura suficiente para o controle de C. includens e A. gemmatalis. Nos horários 00h00 e 06h00 há elevado número de C. includens e A. gemmatalis nos terços superior e médio em relação ao inferior, deixando-as mais expostas a pulverização. Em ambas as safras estudadas não houve interação significativa entre volume de calda e horário de aplicação. Maior eficiência de controle foi observada quando a aplicação foi realizada às 6h00 da manhã e às 00h00 e menor eficiência quando aplicado às 12h00 com redução do volume de calda. Não houve diferença de produtividade entre os tratamentos. Pode-se reduzir o volume de calda até 70 L ha-1 às 06h:00 e à 00h:00 sem perder a eficiência de controle, mantendo a qualidade da cobertura de pulverização, visto também que nestes horários a maioria das lagartas se localizam no terço superior da planta.