Famílias monoparentais femininas: um olhar sobre este arranjo familiar na cidade de Uberaba-MG

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Álvares, Luciana de Castro [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/98552
Resumo: Dados historiográficos sobre a instituição familiar no Brasil revelam que, paralelamente às famílias burguesa e patriarcal, modelos familiares considerados padrões no país, coexistiu uma diversidade de arranjos familiares que não eram reconhecidos oficialmente como famílias, dentre eles as famílias monoparentais femininas. A formação da família brasileira e, as suas configurações familiares na atualidade, enfocando a família monoparental feminina é o tema abordado por este estudo. A constituição da família brasileira contou com a colaboração de vários povos resultando numa variedade étnica e cultural, influenciando os hábitos, costumes e valores da família contemporânea. Além do legado histórico-cultural, a instituição familiar é influenciada pela conjuntura sócio-econômica e política da sociedade. A família monoparental feminina se insere nesse contexto, apresentando porém algumas particularidades. Para adentrar no universo das famílias monoparentais femininas, buscando desvendar as relações intra e extra-familiares, a sua rotina e seus valores utilizamos como aporte científico a pesquisa qualitativa. Foram realizadas entrevistas com cinco mães-chefes de família que, através de seus þolhares` relataram sobre diversos aspectos de seu cotidiano: trabalho, organizações governamentais e não- governamentais, participação da família ampliada na interação monoparental, paternidade e socialização. Nessa configuração familiar, as mulheres assumem a global responsabilidade dos cuidados com os filhos, sendo a mãe-chefe de família a principal provedora econômica e a promotora da educação e socialização dos filhos. O pai permanece uma figura distante da interação monoparental, porém há um chamado para a construção do lugar de um pai mais presente e participante nas relações pai-filho, visto que as mães apontam como...