Estudo metabolômico de genótipos de café resistentes ou suscetíveis ao bichomineiro- do-cafeeiro (Leucoptera coffeella)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Correia, Lilian Cherubin [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/216292
Resumo: O café é uma cultura de grande importância econômica no Brasil. No país, o principal problema fitosanitário de cafeeiros é a praga conhecida por bicho-mineiro (Leucoptera coffeella), que gera perdas de produtividade em alta escala. O Programa de Melhoramento Genético em Café do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), desenvolveu híbridos entre as espécies Coffea arabica e Coffea racemosa que possuem diferentes níveis de resistência contra o ataque de L. coffeella, porém o mecanismo de resistência nessa interação não foi elucidado. Há quase 20 anos estudos têm sido realizados nesse sentido e nenhuma correlação foi encontrada, porém sabe-se que a antibiose possui papel fundamental nessa resistência. Desvendar o mecanismo de resistência e encontrar os aleloquímicos responsáveis é de suma importância para a seleção precoce de plantas e obtenção de novos cultivares resistentes. Portanto, o objetivo desse trabalho foi utilizar diferentes abordagens metabolômicas para identificação de aleloquímicos que possam mediar a resistência em híbridos considerados resistentes. Plantas resistentes e suscetíveis, atacadas ou não pelo bicho-mineiro foram utilizadas durante o trabalho. Foram avaliados num contexto de metabolômica alvo os ciclotídeos, diterpenos (cafestol, caveol e 16-metil-cafestol), taninos hidrolisáveis ou condensados, ácido ursólico na cera cuticular e nos tecidos foliares internos, além da análise de metabolômica global por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (LC-MS) e por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (GC-MS). Foi encontrado que os teores de taninos condensados nas folhas e de ácido ursólico na cera cuticular, possuem diferença estatística durante a infestação do bicho-mineiro. Além disso, verificou-se a presença de um alcaloide piridínico, nunca antes relatado no gênero Coffea, detectado apenas no genótipo resistente e com aumento de teor durante o desenvolvimento da infestação pelas lagartas do bicho-mineiro. Portanto, sugere-se que a antibiose seja relacionada aos taninos condensados, ácido ursólico na cera cuticular e/ou o aleloquímico da classe dos alcaloides.