Avaliação de nova técnica para tratamento de cães com ângulo do platô tibial excessivo - osteotomia de duplo corte para nivelamento do platô tibial (DCTPLO)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Magalhães, Thaís Vendramini [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/295589
Resumo: A doença do ligamento cruzado cranial (CrCL), é o tipo mais prevalente de distúrbio da articulação femorotíbiopatelar em cães, e tem atraído interesse significativo nas áreas de medicina veterinária e fabricação de implantes ortopédicos nas últimas décadas. A osteotomia de nivelamento do platô tibial (TPLO) tem sido estudada extensivamente, e a maioria dos estudos anteriores indicou que ela alcança os melhores resultados gerais em pacientes com insuficiência do CrCL. A TPLO demonstrou maior eficácia na correção do ângulo do platô tibial (TPA). Além disso, tem ampla aplicabilidade em cães de diferentes tamanhos, tornando-se o tratamento de escolha para doença do CrCL em cães. O presente estudo objetiva descrever uma modificação da técnica de osteotomia de nivelamento do platô tibial em que um corte duplo é feito no mesmo plano para nivelar o platô tibial (osteotomia de nivelamento do platô tibial de corte duplo [DCTPLO]) para cães com doenças do ligamento cruzado cranial (CrCL) e ângulo excessivo do platô tibial (eTPA). A técnica DCTPLO foi realizada em 18 joelhos em cães com CrCL e um eTPA (>34°). Este estudo avaliou a precisão do planejamento préoperatório, a viabilidade da técnica, os resultados clínicos pós-operatórios, os exames radiográficos no acompanhamento pós-operatório nos primeiros 120 dias, a evolução do ângulo do platô tibial (TPA), o tempo de união da osteotomia, a aposição dos implantes e possíveis complicações. A técnica descrita provou ser viável para aplicação clínica e foi observada uma redução efetiva nos níveis de eTPA. Os valores médios de TPA pré e pósoperatórios foram 39,4° (36°–43,5°) e 6,3° (3°–13°), respectivamente. O tempo de cicatrização radiográfica foi de 60 dias em 17/18 dos joelhos. Complicações menores (que não exigiram revisão cirúrgica ou tratamento clínico) foram observadas em 4/18 dos joelhos. A técnica DCTPLO foi eficaz para tratar a doença CrCL com TPA de até 43,5° em cães.