Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Rigolon, Rafael Gustavo [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/142843
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Resumo: |
As analogias quantitativas são comparações que os professores fazem entre domínios diferentes para dar uma ideia mais compreensível sobre as medidas dos objetos. Geralmente, comparam objetos de medidas de difícil visualização, como as astronômicas e as microscópicas, com objetos do conhecimento dos alunos. Muitos professores e licenciandos de Biologia e de Física recorrem às analogias quantitativas em suas aulas ou outras atividades de ensino para torná-las mais atrativas e compreensíveis. Entretanto, o uso da analogia quantitativa exige certos cuidados por parte do educador para que esta funcione de fato e cumpra seu papel de facilitar o entendimento de uma determinada grandeza física ou de uma quantidade de objetos. Para colaborar com a qualidade do ensino de Ciências, especificamente o de Biologia e o de Física, esta pesquisa procurou saber como os licenciandos empregam as analogias quantitativas em situações de ensino e como uma instrução a respeito, de caráter reflexivo, em um curso de licenciatura em Biologia pode contribuir para um uso dessas analogias mais estruturado, dinâmico e com mais participação dos alunos. Além disso, pretendeu-se conhecer se as analogias apareceram dentre as estratégias didáticas elaboradas pelos licenciandos e que saberes mobilizam para o ensino de macro e micromedidas. Os dados foram constituídos por meio de um questionário escrito e de observações de oficinas ministradas durante o Estágio Supervisionado por licenciandos concluintes de Biologia e Física de duas universidades públicas (de Minas Gerais e São Paulo). Desses, uma turma de licenciandos de Biologia participou de uma intervenção pedagógica antes do preparo das oficinas, que abordou estratégias de ensino para macro e micromedidas. As respostas dos questionários passaram por uma Análise Estatística Descritiva e as transcrições das observações das oficinas por Análise de Discurso. Os resultados mostraram que os licenciandos: fazem grande uso de analogias quantitativas, mesmo sem considerá-las como estratégias didáticas; dizem preferir analogias quantitativas para explicar grandes medidas, mas na prática empregar majoritariamente os modelos em escala; dentre os tipos de analogia quantitativa, fazem mais uso das analogias de grandeza (a = k.b) do que de proporção (a/b = c/d); quando não instruídos a respeito, replicam analogias da literatura e da cultura em vez de produzi-las ou solicitar que os alunos as construam; costumam utilizar objetos muito pequenos, dos quais o número de vezes a que devem ser multiplicados para igualar ao objeto alvo é demasiado grande e, por isso, didaticamente inválido. As experiências de vida dos licenciandos apareceram nos objetos do domínio base das analogias produzidas, mostrando a importância de saberes construídos em situações não formais de ensino. Portanto, os licenciandos devem ser preparados à vida docente com o hábito da reflexão sobre suas práticas, pois assim poderá contar com estratégias didáticas mais variadas e apropriadas para as situações de ensino. O professor/licenciando que vai além de uma mera atuação técnica, reflete sobre suas ações na escola e se questiona: “se eu utilizar tal analogia, os alunos aprenderão (melhor)?” Esta pesquisa pretendeu, desse modo, colaborar com o reconhecimento do uso de analogias quantitativas como uma estratégia didática para o Ensino das Ciências. |