Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Santos, Marcio Luiz Moura |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/202391
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Resumo: |
Diversas doenças estão presentes na cultura da soja ao longo do seu ciclo, sendo a ferrugem asiática a principal delas. Para o controle dessas doenças, muitas vezes é necessário realizar a pulverização de produtos químicos, porém para uma aplicação de qualidade é necessário observar alguns fatores como o volume de calda e o horário de aplicação. O objetivo desse trabalho foi comparar a campo a influência do tipo de produto com as aplicações diurnas e noturnas em diferentes volumes de calda, para o controle da ferrugem asiática e de outras doenças na cultura da soja. A pesquisa de campo considerou um total de doze tratamentos, resultantes da combinação de 3 caldas de fungicidas, 2 volumes de calda e 2 períodos de aplicação. As caldas foram constituídas pelos produtos comerciais Vessarya (EC, picoxistrobina 100 g L-1 p.c. e benzovindiflupir 50 g L p.c., sistêmico) e Previnil (SC, clorotalonil 720,0 g L-1 m v-1, protetor), aplicados isolados e em mistura em tanque. Os volumes de calda foram 50 L ha-1 e 150 L ha-1. O trabalho foi segmentado em diferentes ensaios com fatoriais duplos, divididos em avaliações referentes à tecnologia de aplicação e avaliações referentes às interações das caldas de fungicida com os horários de aplicação. Todos os tratamentos foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste Tukey a 5%. Os parâmetros avaliados foram: Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD) para a Ferrugem e para as doenças de final de ciclo (DFC), produtividade (Kg. ha-1) e Peso de Mil Grãos (PMG). Também foi realizado um experimento de laboratório a fim de verificar o espectro de gotas dessas caldas. O maior diâmetro mediano volumétrico (DMV) foi encontrado foi da calda Previnil, e o menor DMV com a calda Vessarya. O Previnil e o volume de calda de 50 L ha-1 apresentaram o maior percentual de gotas menores do que 100 µm (V100) . Em todos os experimentos a aplicação diurna ou a maior taxa de aplicação apresentou melhores índices de controle das doenças, refletindo em maiores produtividade ou aumento da massa de grãos. Nos tratamentos com o Previnil isolado, o maior volume de calda resultou em menor severidade de ferrugem, independente do horário aplicado. No volume de calda de 50 L ha-1 a aplicação diurna obteve menor severidade da doença se comparada a aplicação noturna com o mesmo volume. Para as DFC, a aplicação diurna foi determinante para o melhor controle das doenças, mesmo no menor volume de calda. Esse resultado de melhor controle das doenças no período diurno e no maior volume de calda foi refletido em maior produtividade e PMG para esses tratamentos. Com o Vessarya isolado ocorreu o mesmo comportamento de menor severidade das doenças no período diurno, independente do volume de calda utilizado, também refletindo em maiores produtividades, porém nesse caso não houve diferença significativa no PMG entre os tratamentos. Na associação dos dois produtos manteve-se o mesmo padrão, com menor severidade da doença no maior volume de calda e com aplicações diurnas, rendendo uma redução de 83% na incidência de DFC em comparação a testemunha. |