Programa de treinamento para utilizar rastreador ocular por aluno com doença neuromuscular

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Fanti, Juliana Roberta [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/181041
Resumo: Cada vez mais, o computador tem sido um recurso de tecnologia assistiva utilizado para possibilitar a participação de alunos com deficiência física severa nas escolas comuns. Porém, há a necessidade de prescrição de dispositivos de acesso ao computador, não convencionais, para que esses alunos consigam utilizar o computador com independência e autonomia. Considerando os comprometimentos motores e a fadiga muscular decorrentes das doenças neuromusculares, um dispositivo que ofereça o acesso e uso do computador com menor demanda muscular e menos gasto energético é essencial para esse alunado. Dentre os dispositivos ofertados, o rastreador ocular vem se destacando como um recurso de acesso eficaz para pessoas com deficiência física severa, entre elas as decorrentes de doenças neuromusculares. Contudo, o uso desse dispositivo demanda de um controle oculomotor preciso para que atinja os objetivos a ele alçados. O controle oculomotor, para tal finalidade, se encaixa na teoria da aprendizagem motora, a qual não pode ser diretamente observada, mas pode ser inferida pela melhora no desempenho motor. O objetivo desse estudo foi analisar o efeito de um programa de treinamento para uso de rastreador ocular no desempenho motor de crianças com doenças neuromusculares. Caracterizou-se por uma pesquisa experimental com delineamento de sujeito único do tipo A-B-A. Participou desse estudo uma aluna com 9 anos, diagnóstico de distrofia muscular. As variáveis pesquisadas foram acurácia, tempo de reação, tempo de movimento e erro. Para avaliação do desempenho motor foram utilizados os softwares Discrete Aiming Task 2.0, Tracking Task 2.0 e Single Switch Performance Test (SSPT) 1.0. Na fase de intervenção a participante foi submetida a um programa de treinamento de cinco dias consecutivos por duas semanas. Foi realizada a análise visual de gráficos de linhas e análise estatística de concordância entre juízes. Os resultados apresentaram uma mudança positiva no desempenho motor da participante durante o período de intervenção, exceto na frequência de erros. Quanto à acurácia, foi observado que o tempo de realização da tarefa de toque com precisão, tempo total de resposta e tempo por movimentos, variáveis fornecidas pelo software Discrete Aiming Task 2.0, teve uma tendência decrescente, com diminuição do tempo em 16,6 decisegundos. Quanto ao tempo de reação, medido pelo software Tracking Task 2.0, por meio das variáveis do software, tempo médio de acionamento, tempo mais rápido de acionamento e tempo mais lento de acionamento, também teve uma tendência decrescente, sendo que o tempo médio de acionamento diminuiu de 14,38 decisegundos para 4,7 decisegundos. O tempo de movimento e erro, foi mensurado por meio do software Single Switch Performance Test (SSPT) 1.0, sendo que a porcentagem de tempo de movimento aumento de 19,7% para 38,4%, e os erros aumentaram proporcionalmente à porcentagem de tempo, indicando uma relação positiva entre as variáveis, o que pode ser devido a demanda da tarefa. Conclui-se que o programa de treinamento teve influência na melhora do desempenho motor da aluna no uso do rastreador ocular, o que pode sugerir que houve aprendizagem motora que proporcionará o uso independente do recurso de acesso ao computador no ambiente escolar.