Toxidade aguda e risco ambiental do inseticida teflubenzuron para Daphnia magna, Lemna minor e Poecilia reticulata

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Medeiros, Louise de Souza [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/86698
Resumo: Os agrotóxicos aplicados nas áreas agrícolas podem ser carreados, por diversos mecanismos, até os corpos d’água da rede hidrográfica. Além disso, estes produtos são comumente utilizados na aqüicultura para o controle de parasitoses. O teflubenzuron (TFB) é um inseticida registrado em alguns países da Europa para o controle de parasitas de peixes. Os possíveis efeitos tóxicos e risco ambiental do TFB podem ser avaliados inicialmente em condições de laboratório por meio de testes de toxicidade aguda com organismos-teste eleitos internacionalmente. Os objetivos deste trabalho foram avaliar a toxicidade aguda e o risco de intoxicação ambiental do uso agrícola e em aqüicultura do TFB, com base nos valores de CE50 e CL50 estimados em testes com Daphnia magna, Lemna minor e Poecilia reticulata, utilizados como organismos bioindicadores. Os testes de ecotoxicidade aguda foram realizados de acordo com normas nacionais e internacionais para estas espécies. A CE50-48h estimada para D. magna foi 0,00026 mg.L- 1, o que caracteriza este inseticida como altamente tóxico para esta espécie. Para L. minor, a CE50-7d estimada foi 1.176,16 mg.L-1, e para P. reticulata CL50-96h, 2.707,87 mg.L- 1, que classificam o TFB como praticamente não-tóxico para estas duas espécies. Devido à alta toxicidade do TFB para daphnídeos, mesmo em pequenas contaminações, pode causar desequilíbrio na cadeia alimentar aquática. Para minimizar o risco ambiental, o TFB pode ser utilizado de forma controlada e diluído em quantidades restritas de água.