Grupo Correio do Estado, de jornal a conglomerado midiático (1954-1980)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Correa, Línive de Albuquerque
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/157345
Resumo: O jornal Correio do Estado de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, fundado em 1954, revelou-se já desde o seu primeiro número, em muitos aspectos, como um órgão fruto de seu tempo. Os anos de 1950, no Brasil, são marco da ascensão do capitalismo industrial e financeiro que possibilitou a estruturação de parques gráficos e emissoras de rádio e televisão, período nacionalmente reconhecido como “era moderna” da imprensa brasileira, no entanto, esta não se fez sentir da mesma maneira nos diversos rincões do país. Assim, o Correio do Estado, fonte e objeto da presente dissertação, constitui-se como representante da chamada “imprensa do interior” que possui facetas diferentes da “grande imprensa”. O periódico será o carro-chefe do conglomerado midiático homônimo localizado no interior do país, a fim de estudar os desdobramentos deste, propôs-se um recorte temporal que abarca o período compreendido entre 1954 e 1980, isto é, do momento de fundação do jornal, enfatizando a compra do mesmo por José Barbosa Rodrigues, contemplando a concessão das rádios Cultura e Canarinho até a inauguração da TV Campo Grande, configurando o alcance do grupo que atingia todas as mídias disponíveis. Propõe-se, portanto, a promoção de uma análise histórica da formação e primeiros desenvolvimentos do Grupo Correio do Estado, primando-se pelos registros deixados pelo jornal de suas principais ações no campo midiático regional, e nos campos político e econômico, perpassando por temas como a criação do Estado do Mato Grosso do Sul e a política nacional. Historiar a trajetória do Correio do Estado, que permanece como um objeto pouco explorado na área da História, permitiu o levantamento de dados capazes de sustentar a hipótese, inicialmente lançada, de que o grupo comunicacional portou-se, no período compreendido por esta dissertação, como um instrumento de proselitismo político, responsável por dominar boa parte da difusão de informação e da formação de opiniões nas regiões abrangidas por este que foi o maior órgão da imprensa estadual dos “dois Mato Grosso”.