Expansão do capital, territorialidade do trabalho e as respostas do SENAI em Catalão (GO) no século XXI: uma contribuição à geografia do trabalho

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Mendes, Leonardo de Oliveira [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/96782
Resumo: Procuramos, neste estudo, compreender o processo de (re)qualificação do trabalhador, através do SENAI em Catalão no Sudeste Goiano. Esta entidade desempenha, a serviço do capital, a função de educação para o trabalho, assistência técnica e tecnológica para a indústria. Incomodados com a idéia simplista de que a qualificação profissional detém a função de combater o desemprego, prestando um serviço ao trabalhador e incorporando assim uma espécie de passaporte para a empregabilidade. Verificamos que o discurso da qualificação profissional está revestido de um caráter cidadão, porém essencialmente ideológico no sentido marxiano do termo, ou seja, de falseamento da realidade. Isso pôde ser compreendido através da análise de entrevistas com a direção, a coordenação, professores/instrutores, e também por meio de questionários aplicados aos alunos da instituição. Do ponto de vista da práxis social, nos deparamos com um ambiente pedagogicamente estruturado para o adestramento e o treinamento da mão-de-obra para indústria. Percebemos assim, que a qualificação profissional se eleva enquanto poderoso mecanismo de controle social do capital sobre o trabalho. Sua finalidade é disciplinarizar o trabalho e os trabalhadores, ou seja, capacitá-los técnica e ideologicamente para o mercado. Não é difícil compreender o sentido dessa qualificação, basta analisar que, do ponto de vista do conhecimento técnico, há o aumento da produtividade do trabalho nas indústrias e do ponto de vista ideológico, há a difusão constante da cultura empresarial, o que possibilita a (re)produção dos valores de vida capitalistas entre os trabalhadores. Monta-se então uma estrutura educacional, uma pedagogia da fábrica, na qual o SENAI está inserido.