Efeito dos herbicidas dicamba e 2,4-D em pré-emergência de plantas daninhas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Moisinho, Ivana Santos [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11449/270748
Resumo: Os herbicidas auxínicos controlam eficazmente plantas daninhas de folhas largas com pouca ação sobre gramíneas em pós-emergência, sendo seletivos para culturas específicas quando aplicados no momento recomendado. Estudos foram conduzidos para verificar o efeito de 2,4-D e dicamba em espécies gramíneas e eudicotiledôneas quando aplicados na pré-emergência, bem como, a dinâmica em solos com característica distintas. O primeiro experimento consistiu em testes de germinação com 2,4-D e dicamba em Urochloa decumbens (BRADC), Digitaria insularis (TRCIN), Eleusine indica (ELEIN) e Amaranthus hybridus (AMACH), Ipomoea grandifolia (IAQGR) e Distimake aegyptius (CONAE) nas concentrações 0; 0,5; 1; 5 e 10 ppm. Aos 7 e 14 dias foram mensuradas a porcentagem de germinação e plântulas deformadas ou mortas e, comprimento de parte aérea e raízes. Os dados foram analisados em experimento fatorial 5x2 através do teste de LSD à 5%. O segundo experimento consistiu na saturação de 39 solos com características distintas com uma solução de 2,4-D, picloram, triclopyr e, aminopyralid na concentração de 200 ppb. O solo saturado contido em cartuchos foi submetido a extração após 24h. Os compostos foram analisados através de cromatografia líquida e os teores dos herbicidas foram correlacionados com as diferentes características físico-químicas dos solos. O terceiro experimento consistiu na aplicação de 2,4-D e dicamba em pré-emergência das mesmas espécies que o estudo anterior nas doses de 0, 125, 250, 500, 1000, 2000, 4000 e 8000 g e a ha-1. Aos 7, 14 e 21 dias foram contabilizadas o número de plântulas emergidas e aos 21 dias foi coletada a biomassa. As curvas de dose resposta foram ajustadas aos modelos log-logísticos e de hormesis. No primeiro experimento, os herbicidas auxínicos apresentaram efeitos difusos na germinação, plântulas deformadas e/ou mortas, comprimento de parte aérea e raízes resultando tanto em estímulo quanto em supressão a depender da espécie, concentração e tempo de avaliação. Foi verificado efeito supressor no comprimento de raízes das espécies daninhas nas concentrações e tempo de avaliação testados. No segundo experimento, A ordem de sorção dos herbicidas, do maior para o menor, foi: triclopyr, 2,4-D, picloram e aminopyralid. Em relação à disponibilidade, a sequência foi: aminopyralid, 2,4-D, picloram e triclopyr. As principais características do solo que influenciam negativamente a disponibilidade dos herbicidas auxínicos no solo foram argila, matéria orgânica, Al3, H+Al3 e Fe, e; positivamente, os teores de areia total, pH e V%. No terceiro experimento, o efeito fitotóxico dos herbicidas auxínicos aplicados em pré-emergência de plantas daninhas em solo de textura média variou de acordo com o tempo de exposição, tipo de herbicida utilizado e espécie. As espécies U. decumbens, E. indica e D. aegyptius apresentaram menor suscetibilidade aos herbicidas auxínicos testados em pré-emergência. A emergência das plântulas demonstrou maior suscetibilidade ao dicamba, exceto A. hybridus e a biomassa também apresentou maior redução na presença de dicamba exceto em A. hybridus e I. grandifolia.