Relação entre o índice de massa corpórea, diabetes mellitus tipo 2, estresse oxidativo e polimorfismos nos genes da enzima conversora de angiotensina (ECA) e metilenotetrahidrofolato redutase (MTHRF)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Pirozzi, Flavio Fontes [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/148006
Resumo: Introdução: o aumento da prevalência da obesidade e do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é um grande desafio de saúde pública mundial e, por serem doenças heterogêneas e que elevam a chance do surgimento de doenças cardiovasculares, parâmetros de avaliação de risco são necessário na avaliação destes indivíduos. Objetivos: correlacionar diferentes variáveis como o índice de massa corpórea (IMC), os polimorfismos I/D ECA e C677T MTHFR e provas de estresse oxidativo em uma população de obesos brasileiros, com e sem diabetes, e doenças associadas com a síndrome metabólica. Casuística e métodos: avaliamos 125 indivíduos com obesidade (IMC maior ou igual a 30 Kg/m2) que foram divididos em dois grupos: grupo DM2 (obesos com DM2, n = 47) e grupo controle (obesos sem DM2, n= 78). Os pacientes do grupo DM2 apresentavam maior média de idade (p=0,02) e maior número de indivíduos com dislipidemia (p<0,05). Por meio de uma amostra de sangue periférico foi avaliado os polimorfismos I/D ECA e C677T MTHRF e as provas de estresse oxidativo, o TBARS e o TEAC. Resultados: na comparação entre os grupos com os polimorfismos analisados, não encontramos diferença significativa de chance de ocorrência e proteção para o DM2 em diferentes modelos de herança, na avaliação dos genótipos e no sinergismo entre eles. No polimorfismo I/D ECA, o genótipo mais frequente em ambos os grupos é o DD. Também não encontramos diferença significativa destes polimorfismos e as complicações microvasculares no grupo DM2. Correlacionando o IMC com o estresse oxidativo, encontramos uma correlação diretamente com o TBARS (r =0,7941) e inversamente proporcional com o TEAC (r=-0,6022) de forma significativa (p<0,0001). Entretanto, não houve diferença nos valores médios de TBARS e do TEAC entre os grupos DM2 e controle. O genótipo DD foi o mais frequente em ambos e o mesmo está relacionado com aumento do risco cardiovascular. Na presença do genótipo DD do polimorfismo I/D ECA, notamos um pior estresse oxidativo em relação aos outros genótipos. O mesmo não ocorreu na análise do homozigoto mutante TT no polimorfismo C677T MTHFR. Discussão: em uma população multiétnica, não encontramos relação destes polimorfismos na gênese do DM2 mas a maior frequência do genótipo DD em obesos com e sem diabetes e um pior padrão do estresse oxidativo nesses indivíduos se corelacionam com os dados na literatura e o maior risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares estaria mais relacionado com a obesidade do que a presença do diagnóstico do DM2. Conclusões: pela análise do estresse oxidativo, o IMC e a presença do genótipo DD são importantes ferramentas na avaliação de risco cardiovascular. Ressaltamos que, pela primeira vez, avaliamos o papel desses dois polimorfismos em uma população multiétnica de obesos brasileiros.