Desempenho de cultivares de trigo em condições de estresses térmico e hídrico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Corrêa, Aretha Arcenio Pimentel [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/153148
Resumo: O melhoramento genético de trigo para a região do Cerrado brasileiro visa o desenvolvimento de genótipos adaptados à condições de calor e seca, além de produtivos. Neste sentido, o objetivo do presente estudo foi avaliar a tolerância de cultivares de trigo submetidas aos estresses térmico e hídrico, por meio da avaliação de caracteres relevantes para o melhoramento da cultura, bem como estudar a relação entre eles. Para tanto, 30 cultivares de trigo foram submetidas à quatro condições em casa de vegetação: Controle, Seca, Seca+Calor, e Calor, aplicando os estresses do período do emborrachamento até o final da antese, por meio da suspensão da irrigação e da exposição à temperaturas elevadas. Foram avaliados os caracteres: dias para o emborrachamento, dias para o espigamento, dias para a antese, ciclo, altura da planta, nº de espigas por planta, peso médio de espigas, peso de grãos por espiga, tamanho médio de espigas, nº de espiguetas por espiga, nº de grãos por espiga e porcentagem de espiguetas férteis. Foram realizadas análises de variância individuais e conjunta, análise de correlações genéticas e fenotípicas, análise de componentes principais e análise de agrupamento pelos métodos de Ward e “K-means”. Os resultados da análise de variância conjunta entre os ambientes Controle, Seca e Calor indicaram a existência de interação genótipo x ambiente para as características ciclo, nº de espigas por planta, peso médio de espigas, peso de grãos por espiga, tamanho médio de espigas, nº de espiguetas por espiga, nº de grãos por espiga e porcentagem de espiguetas férteis. As correlações entre os caracteres de produção foram afetadas no ambiente Seca, quando comparadas às correlações obtidas nos ambientes Controle e Calor. O caráter nº de espigas por planta apresentou correlação negativa com os outros caracteres de produção em todos os ambientes. A fertilidade das espiguetas foi mais afetada no ambiente Seca. Nas análises de componentes principais, três autovalores explicaram uma variância superior a 80% em todos os ambientes. Na análise de componentes principais envolvendo os três ambientes simultaneamente, os componentes de produção ficaram retidos no primeiro componente, seguido por peso de grãos e porcentagem de espiguetas férteis no segundo componente, enquanto ciclo e altura ficaram retidos somente no terceiro. As análises de agrupamento formaram cinco grupos para os ambientes Controle e Calor e sete grupos para o ambiente Seca. Observou-se ainda que, em situação de estresse térmico, as cultivares mais produtivas foram IPR Catuara TM, BRS Gralha Azul, Anahuac 75 e IPR 144. Sob deficiência hídrica, destacaram-se Embrapa 21, Quartzo, BRS 208. As cultivares com menor adaptação às condições de estresse de modo geral, foram BRS 229, BRS 327 e Topázio.