Estrutura morfológica das formas futuras nas cantigas de Santa Maria

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Borges, Poliana Rossi [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/103581
Resumo: Esta tese tem por objetivo o estudo da estrutura morfofonológica das formas verbais futuras do Português Arcaico (PA), no período conhecido por trovadoresco (fins do século XII até meados do século XIV), determinando se essas formas podem ser consideradas simples (uma única palavra fonológica) ou compostas ou perifrásticas (duas palavras fonológicas). Em outras palavras, objetiva-se determinar se, na época em questão, essas formas eram analíticas (formadas pelo infinitivo do verbo principal + verbo aver conjugado no presente do indicativo, no futuro do presente, ou pelo infinitivo do verbo principal + verbo aver/ir, no pretérito imperfeito do indicativo, no futuro do pretérito) ou sintéticas (cuja estrutura é radical + vogal temática + desinência modo-temporal + desinência número-pessoal). O corpus é composto das 420 Cantigas de Santa Maria de Afonso X, tomadas a partir da edição de Mettmann (1986a, 1988, 1989). A pesquisa parte do mapeamento e do levantamento quantitativo de todas as formas futuras presentes no corpus, classificando-as quanto ao tipo (aparentemente sintéticas ou indubitavelmente analíticas), relacionando os dados mapeados com a ocorrência de clíticos e o posicionamento do acento. Os resultados obtidos são analisados a partir de critérios para distinção de formas simples e compostas colhidos em estudos anteriores (MASSINI-CAGLIARI, 1999, 2006). Foi analisado, também, o grau de gramaticalização entre o verbo principal e o auxiliar de futuro, a partir dos critérios estabelecidos por Bybee, Pagliuca e Perkins (1991). Os resultados obtidos mostram que os futuros do presente e do pretérito em PA devem ser considerados formas analíticas, constituídas do infinitivo do verbo principal mais o verbo aver conjugado no presente do indicativo, para o futuro do presente, ou do infinitivo do verbo principal seguido do verbo...