Eficácia e segurança do Sirolimus associado a tacrolimus em baixas doses em paciente idoso transplantado renal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Kojima, Christiane Akemi [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/138069
Resumo: Introdução: O transplante renal é considerado uma opção de terapia renal substitutiva segura para pacientes acima de 60 anos, entretanto, não há consenso sobre o melhor esquema imunossupressor para o paciente transplantado renal idoso. Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança da combinação de tacrolimus e sirolimus em doses reduzidas comparada com a associação tacrolimus e micofenolato. Métodos: Estudo prospectivo randomizado de centro único comparando a combinação de tacrolimus e sirolimus em dose reduzida (grupo sirolimus) contra tacrolimus e micofenolato (grupo micofenolato). Foram incluídos todos os pacientes transplantados renais maiores de 60 anos. Foram avaliadas a sobrevida do paciente e enxerto, taxas de rejeição, função renal e incidência de infecção por citomegalovírus (CMV) em 12 meses de seguimento. Resultados: Foram randomizados 46 pacientes e analisados 44 casos (dois casos excluídos por não terem sido transplantados). As características basais dos grupos foram semelhantes sendo todos os casos transplantados com doador falecido e a maioria induzida com basiliximabe. O grupo micofenolato (n=23) e o grupo sirolimus (n=21) apresentaram sobrevida do paciente e enxerto censurado óbito respectivamente de 95,7% e 100% para o micofenolato e 79,6% e 90,5% para o sirolimus sem diferenças estatísticas. A incidência de rejeição e função renal ao longo de 12 meses foi semelhante entre os grupos. A infecção de ferida operatória, retardo de função do enxerto e proteinúria foram semelhantes entre os grupos. O colesterol total e HDL colesterol foram maiores no grupo sirolimus. A infecção por CMV ocorreu em 60,9% no grupo micofenolato e 16,7% no grupo sirolimus apresentando um risco relativo 3,54 [1,2 – 10,3] vezes maior no grupo micofenolato, p=0,004. Conclusão: No grupo de transplantados renais idosos a combinação de tacrolimus e sirolimus em doses reduzidas foi segura mantendo taxas semelhantes de função renal em 12 meses, rejeição e sobrevida do enxerto e paciente. As principais complicações associadas ao sirolimus foram semelhantes com exceção de maiores taxas de colesterol total. A incidência de CMV foi significativamente menor no grupo sirolimus.