Representações de professores sobre a inclusão escolar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Abdalla, Ana Paula [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/144443
Resumo: Essa pesquisa dedicou-se a conhecer e analisar quais são as representações dos professores de uma mesma escola da rede municipal acerca da inclusão de alunos com deficiência nas classes de ensino regular. Pretendemos compreender, por meio das experiências desses docentes como ocorre na atualidade o processo de inclusão escolar, quais seus desafios, dificuldades e perspectivas. Teoricamente nos subsidiamos em Moscovici, tendo como aporte a teoria das Representações Sociais que permite entender os processos subjetivos pelos quais os indivíduos compreendem sua realidade e explicam os fenômenos do cotidiano. Metodologicamente a pesquisa caracterizou-se como qualitativa e foram entrevistados cinco professores de uma mesma escola municipal que atuam a pelo menos dez anos como docentes efetivos. A análise dos dados baseou-se na perspectiva da Análise de Conteúdo. Como resultados, verificamos que as representações trazidas pelas professoras fazem parte do senso comum, isto é, argumentam que é difícil ensinar o aluno com deficiência na sala de aula regular, pois lhes faltam formação adequada para trabalhar com essa clientela. Também afirmam que é complexo adequar o conteúdo curricular ao aluno com deficiência, que não há o apoio dos profissionais específicos (médicos e psicólogos), que faltam momentos na escola para essas profissionais compartilharem suas experiências e discutirem suas dificuldades e sinalizam para a ausência da adequação arquitetônica dos prédios escolares para acessibilidade dos alunos com deficiência (principalmente deficiência física) e materiais adequados, como brinquedos específicos que contemplem cada necessidade. Sobre a representação da deficiência, foi identificado que a deficiência física é a mais difícil de ser trabalhada, por suas características serem mais visíveis o que pode trazer um pouco mais de receio e medo por parte das educadoras. A questão de normal/anormalidade relacionado ao aluno com deficiência também está presente nas falas delas, em que percebemos que está embutido nas entrevistadas o conceito de corpo perfeito, aquele que o senso comum considera adequado. As docentes destacam também a importância fundamental da professora especialista para auxiliar neste processo inclusivo. Apesar de todas as dificuldades e anseios que as professoras trouxeram em suas narrativas, o carinho recebido por elas de seus alunos compensa todas as barreiras e dificuldades vivenciadas no dia a dia.