Ajudas alimentares no Haiti e os desafios dos movimentos camponeses na busca por soberania alimentar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Almeida, Luis Paulo [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/144410
Resumo: Este trabalho aborda as ajudas alimentares enviadas ao Haiti. A gravitação entre os momentos de crise humanitária e a consolidação de uma política permanente de envios de alimentos, mesmo quando o país não está em crise alimentaria. Discute as relações históricas da Comunidade Internacional com o Haiti, o tensionamento gerado pelas seguidas intervenções, sejam políticas, econômicas, militares ou humanitárias. Há mais de 200 anos, as políticas da Comunidade Internacional têm fracassado. São incontáveis as ONGs e os projetos comunitários desenvolvidos nas comunidades, a imensa maioria sem resultados convincentes. Há duas questões a refletir: a primeira aponta que o Ocidente nunca aprendeu a trabalhar com os haitianos; já a segunda questão se refere ao Haiti que aparece como comércio, mas gerando renda para as instituições que desenvolvem seus projetos, sobretudo, com o mercado de alimentos das empresas transnacionais do setor. Os camponeses sofrem com o isolamento do Estado, buscam na cultura e na religiosidade a força e resistência para seguir existindo. Os desafios dos movimentos populares contemporâneos estão na unidade nacional, na mobilização da massa camponesa, no plantear da reorganização da estrutura agrária para salvar o meio ambiente e o campesinato, no criar um projeto nacional que proteja a produção local, que aponte para a soberania alimentar, que combata as políticas de importação dos alimentos que podem ser produzidos no país, assim como as ajudas alimentares que, na melhor das hipóteses, cumprem o papel de caridade, jamais de soberania nacional.