Detalhes bibliográficos
| Ano de defesa: |
2021 |
| Autor(a) principal: |
Silva, Tabata Marinda da [UNESP] |
| Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
| Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
| Tipo de documento: |
Dissertação
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| Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
| Idioma: |
por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: |
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| Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/214441
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Resumo: |
Introdução: Pacientes podem permanecer com a via alternativa de alimentação (VAA) após a alta hospitalar, necessitando de cuidados domiciliares. Vários são os fatores que podem levar a complicações relacionadas ao uso da VAA no domicílio. Para mudar este cenário foi elaborado pelo Serviço de Terapia Nutricional interdisciplinar do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) o “Projeto 1ª Sonda”, que visa tornar o período de transição hospital-domicílio menos estressante para o cuidador e mais adequado para o paciente. Objetivo: Verificar se a implementação do “Projeto 1ª Sonda” foi capaz de modificar desfechos clínicos em pacientes com terapia nutricional enteral no domicílio. Métodos: Trata-se de estudo de coorte observacional com controle histórico. Foi realizado cálculo do tamanho amostral baseado em estudo piloto e readmissão como desfecho. Foram incluídos pacientes adultos com primeira sonda no período de um ano antes a implementação do “Projeto 1ª Sonda” (grupo controle histórico) e um ano após (grupo “Projeto 1ª Sonda”). Os pacientes foram acompanhados por registro em prontuário durante 3 meses após inclusão. Foi realizada a comparação dos desfechos (retorno à alimentação via oral exclusiva, óbito, intercorrências e complicações) entre os grupos. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Foram incluídos 281 pacientes, destes 143 do grupo controle histórico e 138 do “Projeto 1ª Sonda”. A mediana de idade foi 65,0 anos, 58,4% eram do sexo masculino e 82,2% utilizavam sonda nasoenteral. A mediana do tempo de acompanhamento foi de 36,0 dias. Quanto aos desfechos, 41,6% dos pacientes retornaram à alimentação via oral, 23,8% evoluíram a óbito, 38,1% foram readmitidos, 50,2% apresentaram intercorrências ou idas ao pronto socorro e 79,4% apresentaram algum tipo de complicação. Não foi possível a aplicação do projeto como inicialmente idealizado. Não foram identificadas diferenças na comparação entre os grupos em relação à tais desfechos. Os pacientes do “Projeto 1ª Sonda” apresentaram menor chance de apresentar complicações infecciosas e outras infecções, bem como menor frequência de tais complicações. Conclusão: As complicações relacionadas à terapia nutricional enteral no domicílio são frequentes e a aplicação parcial do “Projeto 1ª Sonda” impactou de forma positiva nos pacientes, por redução das complicações infecciosas e menor número de readmissões. |