Matriz óssea desmineralizada caprina (MODc) na reparação de falhas ósseas não-críticas em tíbias de coelhos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Santos, Felipe Rocha dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/181052
Resumo: Objetivou-se neste estudo avaliar a matriz óssea desmineralizada caprina como xenoenxerto em falhas ósseas tibiais de coelhos. Foram utilizados 24 coelhos fêmeas, adultos da raça Nova Zelândia. Uma falha circular monocortical de 6 mm de diâmetro foi criada em ambas as tíbias, no terço proximal da superfície medial. A lesão da tíbia esquerda foi preenchida com 70mg de matriz óssea desmineralizada caprina, enquanto que a direita correspondeu ao controle. Nos períodos pós-operatórios de 15, 30, 60 e 90 dias, os 6 animais de cada grupo foram submetidos à eutanásia e amostras de tíbia proximal foram coletadas. As amostras foram escaneadas por meio de microtomografia computadorizada helicoidal. Analisou-se as características macroscópicas do reparo ósseo, o padrão de preenchimento trabecular e formação de tecido ósseo intralesional. Foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, para os parâmetros volume ósseo e na relação entre volume ósseo e volume total nos tempos 15, 30 e 90 dias, com maior produção óssea obtida do grupo controle. Evidenciou-se também superioridade estatística do grupo controle em relação ao grupo matriz, para as variáveis superfície óssea, relação entre superfície óssea e superfície total e número de trabéculas, nos tempos 15 e 90 dias, indicando maior superfície óssea do tecido de reparo no grupo controle. A matriz óssea desmineralizada caprina demonstrou ser biotolerável e segura em coelhos, durante 90 dias, comprovando por meio de microtomografia computadorizada, o início da reparação óssea em 30 dias após implantação, bem como a formação de ponte óssea aos 60 dias.