Emergência e desenvolvimento de portaenxertos cítricos em função do uso de substratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Liberato, Érica Maria Sauer
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/154319
Resumo: As propriedades físicas e químicas dos substratos são fatores que podem influenciar no desenvolvimento de mudas cítricas. Objetivou-se verificar o quanto as proporções de mistura influenciam no desenvolvimento de portaenxertos cítricos até a fase de enxertia e vir a ser novas formulações para citros. O presente trabalho foi dividido em dois experimentos, sendo realizados no viveiro da Faculdade de Ciências Agronômicas, Departamento de Ciência Florestal, em Botucatu - SP. No experimento 1, avaliou-se o desenvolvimento do portaenxerto citrumeleiro ‘Swingle’ em substratos com as seguintes composições: substrato comercial granulometria fina (1); substrato comercial granulometria superfina (2); substrato 50% turfa sphagnum, 30% vermiculita fina, 20% casca de arroz (3); substrato 50% turfa sphagnum, 30% vermiculita superfina, 20% casca de arroz (4); substrato 50% turfa sphagnum, 20% vermiculita fina, 30% casca de arroz (5); substrato 50% turfa sphagnum, 20% vermiculita superfina, 30% casca de arroz (6). Este experimento foi subdividido em duas fases: sementeira (fase 1) e viveiro (fase 2). Na fase 1, o delineamento utilizado foi inteiramente casualizado com seis combinações de substrato, quatro repetições e 51 plantas por parcela experimental. Quando as plantas estavam aptas ao transplantio para sacolas, foram analisadas ao acaso, 8 plantas por tratamento. Na fase 2, o delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, tendo-se seis substratos com quatro repetições, compostas por vinte plantas. A cada 28 dias, coletaram-se 3 plantas por repetição para análises de crescimento. Concluiu-se que os substratos com 30% de casca de arroz não são satisfatórios para o desenvolvimento do citrumeleiro ‘Swingle’. Os substratos 1 (comercial granulometria fina), 2 (comercial granulometria superfina) e 4 (50% turfa sphagnum, 30% vermiculita superfina, 20% casca de arroz), proporcionaram melhor desenvolvimento do portaenxerto, diante do manejo empregado. No experimento 2, avaliou-se a diferença granulométrica da vermiculita, fina e superfina, na formação inicial dos portaenxertos: laranjeira ‘Azeda’ (Citrus aurantium L.), tangerineira ‘Sunki’ (Citrus sunki Hort. ex Tan.), limoeiro ‘Volkameriano’ (Citrus volkameriana Pasq.) e tangerineira ‘Cleópatra’ (Citrus reshni Hort ex Tan.). Utilizaram-se substratos nas seguintes proporções: substrato 50% turfa sphagnum, 20% vermiculita fina, 30% casca de arroz (1) e substrato 50% turfa sphagnum, 20% vermiculita superfina, 30% casca de arroz (2). O delineamento utilizado foi em blocos ao acaso, em esquema fatorial 4x2 (portaenxerto x substrato), contendo 4 repetições, com 20 plantas. Avaliaram-se a porcentagem de emergência ao longo do tempo e as variáveis biométricas aos 120 dias após a semeadura. O substrato com vermiculita fina obteve os melhores resultados. A granulometria influencia as características físicas do substrato e consequentemente, interfere na disponibilidade de água e ar, sendo necessário ajuste na nutrição e frequência de irrigação de acordo com cada cultivar.