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Efeitos do treinamento resistido associado à restrição parcial de fluxo sanguíneo na força e hipertrofia de extensores do joelho em adultos saudáveis: uma revisão sistemática com metanálise e um estudo randomizado controlado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Biral, Taíse Mendes [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/191473
Resumo: Estudos sobre o treinamento resistido de baixa intensidade associado à restrição de fluxo sanguíneo (RFS) atualmente tem ganhado destaque, porém ainda existem lacunas que podem ser exploradas em relação aos seus efeitos fisiológicos quando associado a treinamentos excêntricos, principalmente na força e hipertrofia muscular. Objetivo: Realizar uma revisão sistemática com metanálise e um estudo aleatorizado controlado a fim de esclarecer os reais efeitos do TRBI associado à RFS nos desfechos de força, hipertrofia muscular e desempenho funcional, e se a RFS quando associada a treinamentos excêntricos de baixa e alta intensidade é capaz de aumentar as respostas desses desfechos dos extensores de joelho em homens adultos saudáveis. Métodos: A revisão sistemática foi registrada no PROSPERO (número do registro #CRD42018104065). Os estudos foram selecionados por meio de sete bases de dados. Todos os estudos incluídos foram avaliados quanto à qualidade metodológica, utilizando a Escala PEDro, bem como foi avaliada a qualidade da evidência. Somente ensaios clínicos randomizados que avaliaram a eficácia do treinamento com RFS na força e hipertrofia muscular dos músculos extensores de joelho em adultos do sexo masculino, saudáveis e/ou fisicamente ativos, com idade de 18 a 35 anos, contra algum grupo de intervenção foram considerados elegíveis. Todas as metanálises foram conduzidas por meio do software Review Manager – RevMan e descritos como diferenças médias padronizadas (standardized mean difference - SMD) ou diferenças médias (mean difference - MD) com intervalos de confiança de 95% (IC). O estudo randomizado controlado foi composto por 61 participantes do sexo masculino randomizados em quatro grupos: GTREAI (n=15), GTREBI (n=14), GTREAI-RFS (n=17) e GTREBI-RFS (n=15). Os participantes foram submetidos a um programa de treinamento excêntrico do músculo quadríceps no dinamômetro isocinético com duração de seis semanas nas intensidades de 80% com e sem RFS e 40% com e sem RFS do pico de torque excêntrico três vezes na semana e os desfechos de força muscular excêntrica, concêntrica e isométrica no dinamômetro isocinético, estrutura muscular do vasto lateral (VL) e reto femoral (RF) por meio de ultrassonografia e desempenho funcional através do Single Leg Hop Test foram avaliados uma semana antes, na quarta semana e uma semana após o treinamento. Foram utilizados o método estatístico descritivo e as comparações dos desfechos foi realizada por meio da técnica de análise de variância para modelo de medidas repetidas no esquema de dois fatores com nível de significância de 5%. Resultados: Os principais resultados da revisão sistemática na comparação de TRBI+RFS x TRAI mostraram que não houve diferença para o desfecho de força: DMP= -0,21, 95% IC [-0,72, 0,31] e hipertrofia: DM= -2,92 95% IC [-12,27, 6,44] e na comparação de TRBI+RFS x TRBI o desfecho de força foi favorável para TRBI+RFS (DMP= 1,01, 95% IC [0,07, 1,94]) e para a hipertrofia não houve diferença entre as intervenções (DM= -0,83, 95% IC [-5,66, 4,01). Em relação ao estudo randomizado controlado foram observadas diferenças estatisticamente significantes no pico de torque excêntrico (na interação grupo vs momento p=0,002; intergrupos p=0,040 no momento intermediário entre o GTEAI e GTEBI e no momento final do GTEBI e GTEBI-RFS em relação ao GTEAI; intragrupo p=0,000 nos momentos intermediário e final em relação ao momento basal nos GTEAI-RFS, GTEBI-RFS e GTEAI); picos de torque isométrico (intragrupo p= 0,003 no GTEAI-RFS do momento final em relação ao momento basal e no GTEBI-RFS do momento intermediário em relação ao momento basal) e para o pico de torque concêntrico (p= 0,000 entre momento final em relação ao basal foram identificadas diferenças significativas nos GTEAI-RFS e GTEAI). Não foram encontradas diferenças para espessura de VL, mas para RF houve interação momento vs grupo (p=0,023) e diferença intragrupo (p=0,04) do momento final em relação ao basal para o GTEAI-RFS. No Single Leg Hop Test não foram encontradas diferenças intergrupos (p= 0,784) e interação momento vs grupo (p= 0,317), porém houve diferenças (p=0,000) entre os momentos intermediário e final em relação ao basal em todos os grupos. Conclusão: os achados da presente revisão sistemática com metanálise sugerem que para ganhos de força e hipertrofia de extensores do joelho não existe superioridade entre o TRBI+RFS e TRAI, portanto, o treinamento de TRBI+RFS é uma alternativa para homens jovens saudáveis. E na comparação entre TRBI+RFS e TRBI, a adição da restrição parcial de fluxo sanguíneo favoreceu os ganhos no TRBI+RFS quando o objetivo é força, mas não teve diferença para o resultado de hipertrofia. o treinamento excêntrico levou ao fortalecimento dos extensores do joelho e melhora do desempenho funcional, porém sem aumento da resposta hipertrófica. A adição da RFS sobreposta ao exercício excêntrico não influenciou as magnitudes das adaptações induzidas pelo treinamento excêntrico em homens jovens saudáveis.