Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Guimarães, Aender Luis [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/93246
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Resumo: |
Este estudo empreende uma investigação do sistema produtivo capitalista das últimas décadas, caracterizado pela crescente “Organização Científica do Trabalho”. Para tanto, analisamos os conceitos e saberes da “produção científica” no século XIX e XX, pois consideramos sustentáculos necessários e indispensáveis para a posterior análise da história do desenvolvimento do processo produtivo na indústria coureiro-calçadista em Franca. Essa análise tem como foco a produção Taylorista, Fordista e Toyotista e o exame das reações dos sapateiros a estas mudanças de cunho tecnológico e organizacional em seu cotidiano. A apreensão de tais reações é realizada por meio da história oral, e a opção por colher depoimentos tem o intuito de atingir um sentido social, ao mergulhar nas experiências vividas sob diferentes circunstâncias. Tais depoimentos almejam investigar as manifestações da tradição operária, tradição essa apreendida como toda uma gama de antigos e novos comportamentos hábitos, atitudes, costumes, companheirismo, práticas educativas e formas de solidariedade entre os trabalhadores do calçado. Neste trabalho também fazemos uma reflexão sobre a heterogeneidade produtiva/tecnológica que caracteriza o setor calçadista. Essa é significativa para entendermos como um fenômeno global, que é a reestruturação produtiva, imprime uma característica local na produção e nas tradições dos trabalhadores da indústria calçadista. Discutimos, ainda, o papel do Estado e das empresas em contraposição às classes sociais trabalhadoras do “chão de fábrica”. Tal pesquisa tem como escopo esclarecer os mecanismos que possibilitaram a composição de novas formas de sociabilidade e tradições dos trabalhadores da indústria calçadista de Franca-SP, pela análise das relações sociais de produção, que no capitalismo são erigidas fundamentalmente na dialética da mais-valia |