Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Mello, Yuri Araujo de [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/153164
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Resumo: |
Pode-se afirmar que a prática de fala é um elemento da linguagem que sempre esteve presente dentro das problematizações do homem na sociedade, especialmente quando esta fala se trata sobre nós mesmos, A prática da fala de si e da vida, de ordem pública ou privada, não é uma exclusividade de nossa contemporaneidade. Essa prática de linguagem está presente ao longo da história e remonta, inclusive, ao convencionado berço de nossa civilização ocidental. Desde as longas falas pautadas em um trabalho minucioso da arte retórica às declarações na internet, fazendo com que este ambiente seja tensionado pela mescla mútua do público e privado. Para tanto, toma-se como corpus de pesquisa dois vídeos produzidos por dois canais brasileiros do YouTube, um produzido por Kéfera Buchmann e outro por Felipe Neto. Esses sujeitos se colocam diante das câmeras para mostrarem suas habilidades performáticas, retóricas e, sobretudo, para estetizarem suas vidas ao narrar fatos de seu cotidiano, ao contar “intimamente” suas lembranças e ao dar suas opiniões sobre temas diversos, principalmente temas referentes a si mesmos. Dessa maneira, localizados na área que compreende a Análise do Discurso de linha francesa, mais especificamente a se baseia nas reflexões de Michel Foucault e outros autores, pretende-se lançar um olhar discursivo atravessado sobre o sujeito falando com o intuito de compreender como os sujeitos podem construir subjetividades fazendo uso de práticas enunciativas de si nos meios digitais. Então, tentaremos observar como a prática enunciativa (de si) e seus elementos constitutivos podem ser observados sob a perspectiva discursiva com Michel Foucault a partir das materialidades dos enunciados analisados metodologicamente a partir da Análise do Discurso de linha francesa e das ferramentas oferecidas pela Linguística da Enunciação e Teorias das Mídias. Conclui-se que os sujeitos que se aluem pela multiplicação de efeitos de verdade nos meios digitais. |