Síntese e caracterização de nanopartículas com estrutura granada para tratamento do câncer por hipertermia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Ferreira, Elides Borsari Pinto [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/202779
Resumo: Esse trabalho visa o desenvolvimento de nanopartículas com estrutura tipo granada obtidas a 140°C por 15, 30 e 60 min através da síntese hidrotérmica assistida por micro-ondas, e aplicação como método terapêutico complementar de hipertermia magnética. Dados de Difração de raios X indicam que independente do tempo de síntese, as nanopartículas são monofásicas e possuem picos bem estreitos, indicando ordem a longo alcance. Medidas de capacitância em função temperatura foram feitas para determinar a temperatura de transição de fase (Curie Weiss) as quais ocorrem próximo de 53, 47 e 37 °C para os tempos de 15, 30 e 60 min, respectivamente. Foram estudadas propriedades biológicas in vitro de três polímeros epoxídicos modificados com diluente reativo. As interações biológicas entre os polímeros epoxídicos e o sangue foram estudadas por ensaios biológicos in vitro. Estudos de adsorção de proteínas, adesão de plaquetas, atividade do lactato desidrogenase (LDH) e propriedades de tromboresistência estão apresentados. Os ensaios de adsorção de proteínas na superfície dos polímeros mostraram que os polímeros epoxídicos adsorvem mais albumina do que fibrinogênio. Os resultados relacionados à adesão de plaquetas, atividade do lactato hidrogenasse e propriedades de tromboresistência indicaram que os materiais à base de DGEBA/IPD e DGEBA/3DCM exibem comportamento hemocompatível. Desta maneira, assume-se que estes polímeros epoxídicos são materiais compatíveis com o sangue. Ensaios de citometria de fluxo demonstraram que, após 24h, para todas as concentrações de YIG testadas, a viabilidade celular permaneceu superior a 95%. Dados de citotoxicidade indicam que o complexo99mTc- YIG apresentou excelente estabilidade em solução fisiológica (NaCl 0,9%) e em plasma; as NPs de99mTc- YIG foram rapidamente absorvidos por vários órgãos, inclusive pelo tecido tumoral, apresentando assim um tempo de meia-vida bifásico caracterizado pela rápida redução dos níveis plasmáticos na primeira fase.