Uma vida, Senilidade e A consciência de Zeno: um estudo da paródia sveviana aos heróis da tradição literária italiana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Sanches, Maria Teresa Nunes [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/140295
Resumo: A pesquisa que propomos neste trabalho objetiva o estudo do processo de construção de personagens anti-heróis nos romances Una Vita (1892), Senilità (1898) e La coscienza di Zeno (1923), de Italo Svevo. Nossa tese é a de que as obras revisam o conceito de Identidade Nacional Italiana ao tematizar a crise dos personagens protagonistas e/ou narradores nas obras estudadas, num contexto político-social em transformação acelerada na Itália do final do século XIX, início do século XX, por meio da ironia e da paródia. A trajetória dos personagens e os elementos narrativos que os caracterizam estimulam a discussão sobre o conhecimento de si mesmo, instaurando questionamentos a respeito dos postulados empreendidos por autores da tradição literária italiana que tinham por objetivo construir o sentimento de patriotismo e Identidade Nacional para os italianos. Nossa hipótese de trabalho fundamenta-se no conceito cunhado por Linda Hutcheon intitulado “Metaficção historiográfica”, por observarmos que os textos se oferecem como discursos que entrelaçam as funções do literário, do histórico e do teórico. Tomamos como base, ainda, autores da Historiografia literária italiana, da história, teóricos da teoria literária, bem como aqueles que fazem parte da fortuna crítica do escritor. Entre eles, destacamos: De Sanctis (1997), Raimondi (1998), Campbell (2007, 1990), Eliade (1963, 1069, 1972), Hobsbawm (1995, 2008, 2014), Hall (1999), Anderson (2008), Galasso (1997, 2012), Bechelloni (1991), Bollati (1983) e Della Loggia (1998).