Desenvolvimento e avaliação da eficácia de uma vacina inativada do vírus da bronquite infecciosa aviária encapsulado em nanopartículas de quitosana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Lopes, Priscila Diniz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/152295
Resumo: Vacinação é a forma mais eficiente para prevenir e controlar a infecção pelo vírus da bronquite infecciosa (VBI). Vacinas formuladas com nanopartículas de quitosana têm sido utilizadas como sistema de entrega de antígenos pela via mucosa e imunopotenciador. O objetivo do presente estudo foi desenvolver e avaliar a eficácia de uma vacina inativada formulada com o genótipo BR-I do VBI encapsulado em nanopartículas de quitosana (VBI-CS) administrada por via mucosa em aves. Além disso, objetivou-se comparar a eficácia da vacina desenvolvida com a de uma vacina inativada convencional do mesmo vírus incorporada a um adjuvante oleoso (Montanide ISA 71) (VBI-O), administrada por via intramuscular. Foram avaliadas as respostas imunes humoral e celular (RIC) nos compartimentos de mucosa e sistêmico induzidas pelas vacinas VBI-CS e VBI-O quando associadas ou não a uma vacina viva atenuada da estirpe H120 do VBI. A proteção induzida pelos diferentes protocolos vacinais foi avaliada após o desafio com a estirpe homóloga virulenta do genótipo BR-I. A vacina VBI-CS usada sozinha induziu altos níveis de anticorpos IgA anti-VBI na mucosa e também a expressão dos genes de RIC (CD8β, Granzima A e IFNγ) na traqueia, enquanto que associada a uma vacina viva atenuada heteróloga, induziu maiores níveis de anticorpos IgG anti-VBI (mucosa e sistêmico) e RIC caracterizada pelo aumento da expressão dos genes CD8β, Granzima A e IFNγ, principalmente na traqueia. Além disso, foi observado que os protocolos vacinais utilizando a vacina VBI-CS induziram proteção nas aves contra o desafio com a estirpe homóloga do genótipo BR-I do VBI, conforme demonstraram as intensidades significativamente menores das alterações patológicas (ciliostase, histopatologia e carga viral) avaliadas na traqueia e nos rins, as quais ainda apresentaram correlações negativas significativas com as respostas imunes humoral e celular induzidas. Em relação aos resultados da vacina VBI-O, verificou-se que quando usada sozinha, esta vacina foi incapaz de induzir respostas imunes celular e humoral mais robustas nos compartimentos de mucosa e não protegeu de forma efetiva as aves contra o desafio, contudo quando utilizada conjuntamente com a vacina viva atenuada, induziu altos níveis de anticorpos IgG anti-VBI (nos compartimentos da mucosa e sistêmico), e a expressão aumentada dos genes de RIC (Granzima A e Perforina) na traqueia e rim, respectivamente, conferindo proteção efetiva contra o desafio. Conclui-se que a vacina VBI-CS administrada sozinha ou associada a uma vacina viva atenuada heteróloga induziu respostas imunes humoral e celular nos sítios primário e secundário sistêmico de replicação do VBI e foi efetiva em conferir proteção contra a desafio com essa estirpe variante do VBI.