Mecanismos de proteção da distrofia muscular: estudo do soce e terapia farmacológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Santos, Veridiana Carvalho dos [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/144184
Resumo: A compreensão da regulação dos processos biológicos por mecanismos pós-transcricionais pelos miRNAs permite o entendimento das diferenças dos músculos intrínsecos da laringe (ILM) aos demais músculos, como o diafragma (DIA), em condições normais e patológicas. Na distrofia muscular de Duchenne (DMD) observa-se desregulação da homeostase do cálcio (Ca2+) e consequente mionecrose em alguns músculos. A prevenção da mionecrose por terapias farmacológicas é importante e tem sido intensamente desenvolvida, bem como a compreensão do porque alguns músculos, como os ILM, não apresentam sinais histopatológicos de necrose. A terapia com ômega-3 (Ω3) parece proteger as fibras musculares distróficas da mionecrose e regular a homeostase do cálcio pela expressão das proteínas relacionada ao estoque Ca2+ (SOCE). Nesse estudo, os objetivos foram identificar as diferenças na expressão de microRNA nos ILM, avaliar a expressão do SOCE nos músculos normais e distróficos e o efeito do Ω3 nas fibras musculares distróficas. A expressão dos miRNAs foi analisada por microarray e identificação de 23 miRNAs diferencialmente expressos nos ILM, destacando 9 relacionados aos processos de miogênese e 5 aos processos regeneração. Após análise histopatológica, RT-qPCR e Western blot foi confirmado as diferenças dos ILM em comparação com DIA pela redução da expressão dos componentes do SOCE, podendo estar relacionadas as características deste grupo muscular. A terapia com Ω3 reduziu os níveis de creatina Kinase no plasma sanguíneo, melhorou os aspectos histopatológicos da mionecrose e alterou a expressão de proteínas do SOCE nos ILM. Concluímos que os ILM possuem um perfil diferenciado de regulação pós-transcricional que podem participar da regulação da miogênese e da regeneração, mesmo em condições fisiológicas. As proteínas do SOCE, STIM1 e TRPC1, auxiliam na adaptação dos ILM contra a mionecrose na ausência da distrofina. A terapia com Ω3 protegeu a fibra muscular distrófica e altera a expressão de componentes do SOCE nos ILM.