Efeitos do extrato bruto e da microcistina-LR em Lactuca sativa L. (Asteraceae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Hereman, Talita Caroline [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/87875
Resumo: Plantas cultivadas podem ser contaminadas com cianotoxinas através de irrigação com água contendo cianobactérias tóxicas. Uma espécie freqüentemente encontrada nos corpos d’agua é Microcystis aeruginosa, produtora da microcistina (MC), uma toxina hepatotóxica. Frente a esta possibilidade, nosso objetivo foi investigar os efeitos de extrato bruto de uma linhagem produtora de microcistina (BCCUSP232) e outra não produtora (BCCUSP03) em bioensaio de germinação de sementes e crescimento da hortaliça alface e a possibilidade de bioacumulação da cianotoxina nos tecidos foliares. Sementes germinadas em papel de filtro foram expostas a concentrações entre 0,5 a 100 μg.L-1 de MC-LR durante sete dias, enquanto as plantas cultivadas em vasos contendo substrato comercial para hortaliça foram irrigadas com 100ml de solução aquosa contendo 0,5 a 10 μg.L-1 de MC-LR durante 15 dias ao final do ciclo da cultura. Valores de massa seca correspondentes foram empregados para o tratamento com extrato bruto sem microcistina, além de controle com água. Os efeitos nocivos da MC-LR puderam ser observados no desenvolvimento das plântulas expostas a 75 e 100 μg.L-1, concentrações que induziram uma maior ocorrência de plântulas anormais devido ao aparecimento de necrose na radícula e encurtamento deste órgão nas plântulas normais, como também redução no teor de clorofila e aumento na atividade da enzima antioxidante peroxidase. Para as plantas adultas, a exposição às diferentes concentrações de MC-LR não interferiram no teor de clorofila e na atividade da peroxidase. Contudo, ambos os extratos (com e sem MC-LR) interferiram igualmente na permeabilidade seletiva da membrana plasmática das folhas da planta adulta, mesmo em baixa concentração, podendo assim deixá-la mais suscetível a estresses abióticos e bióticos. Embora as plantas se apresentassem saudáveis...