Avaliação ultrassonográfica de parâmetros do crescimento fetal: relação com a hiperglicemia materna

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Luminoso, Daniele [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/99241
Resumo: A causa mais freqüente de mortalidade perinatal em gestantes diabéticas é a malformação congênita, enquanto a principal causa de morbidade é o crescimento fetal anômalo. Anormalidades na oferta de nutrientes ao feto provavelmente desencadeiam alterações na trajetória do crescimento fetal. A hiperglicemia materna é apontada como a primeira determinante do crescimento fetal excessivo, devido a oferta de grandes quantidades de glicose ao feto, o que desencadeia hiperinsulinemia fetal. O crescimento fetal excessivo pode ser identificado em fetos grandes para idade gestacional (GIG),definidos como aqueles com peso acima do percentil 90 ou pela macrossomia, definida por peso ao nascimento acima de 4000g. A típica fetopatia diabética é caracterizada pelo aumento de proteínas corporais totais, glicogênio e gordura, além do aumento (hiperplasia e hipertrofia) de órgãos internos como fígado, coração, tecido adiposo e tecido das ilhotas pancreáticas. Este aumento seletivo dos órgãos internos contribui para uma composição corporal desarmônica que pode não ser revelada pelo peso corporal ou altura. O controle glicêmico em gestantes diabéticas está relacionado com melhora da morbidade perinatal, mas as taxas de macrossomia nestas gestações continuam altas, quando comparadas com grupo controle. A avaliação ultrassonográfica é capaz de detectar fetos em risco para crescimento excessivo, usando a medida da circunferência abdominal (CA). Foi demonstrado e estabelecido que a CA fetal acima do percentil 75 para a idade gestacional está relacionada com fetos em alto risco para crescimento excessivo e aumenta a chance para que estes fetos sejam grandes para a idade gestacional (GIG). Este achado (CA > percentil 75) vem sendo utilizado como ferramenta adicional ao ajuste da dose de insulina naquelas pacientes que fazem uso desta medicação. Quando a circunferência abdominal...