"Agora é nossa vez": cultura política do operariado urbano na formação do Partido dos Trabalhadores

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Venuto, Elder Procopio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/152516
Resumo: A presente pesquisa tem como objetivo analisar como foi possível a diferentes matrizes políticas reunirem-se numa proposta político-partidária concebida no Partido dos Trabalhadores, assim, visando tal horizonte tratamos aqui o grupo operário sindical desenvolvido no contexto do chamado “novo sindicalismo” do ABCD paulista; a ala progressista da Igreja católica que daria origem – num primeiro momento – às Comunidades Eclesiais de Bases e às Pastorais Operárias e, mais tarde, à própria Teologia da Libertação; e, finalmente, o grupo de intelectuais que ajudaram a fundar o partido. Para tanto, propomos analisar em primeiro lugar as condições socioeconômicas dos personagens que compuseram o primeiro grupo citado, tanto no que concerne ao cotidiano fabril quanto fora do ambiente de trabalho; em seguida tratamos como se deu a construção do ciclo grevista de 1978-1980, bem como seu desdobramento para a vida política nacional. Sobre os grupos progressistas da Igreja, tratamos como se deu a mudança no interior do próprio catolicismo, que favoreceu o desenvolvimento de tais grupos, bem como sua inserção no mundo do trabalho e posterior participação na vida política nacional no contexto de formação do PT. Por fim, tratamos o papel dos intelectuais na formação e desenvolvimento do PT. Sobre esse grupo em específico há que se considerar o período analisado; de sentido de sua busca por grupos que se colocassem contra o regime militar – o que favorecia a escolha por uma frente como o MDB. No entanto, muitos destes intelectuais escolheram ajudar na construção do PT e de sua proposta própria à concepção de um partido que se entendia e postulava ser um diferencial na política nacional no âmbito do fim do bipartidarismo.