Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Bolaños, Carmen Alicia Daza [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/145018
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Resumo: |
A tuberculose, causada por Mycobacterium bovis, permanece como uma das principais doenças infecciosas de bovinos, em virtude dos prejuízos causados com a redução na produção de carne e leite, condenação de carcaças em abatedouros e embargos na comercialização de animais e produtos de origem animal, bem como pelo potencial zoonótico do patógeno, particularmente pela eliminação pelo leite. Ademais, micobactérias não tuberculosas ou atípicas são causa emergente de doenças em humanos e em animais. Apesar de a tuberculinização representar o principal teste diagnóstico “in vivo” da doença em rebanhos, poucos estudos têm avaliado a eliminação de micobactérias pelo leite em vacas positivas nos testes intradérmicos. O objetivo do presente estudo foi identificar espécies de Mycobacterium em amostras de leite de vacas positivas no teste de tuberculinização cervical comparativo. Um “pool” do leite dos quartos de 142 (2,97%) vacas positivas - proveniente de 4.766 animais tuberculinizados - foi coletado assepticamente e cultivado em condições de aerobiose a 37oC nos meios de Lowestein-Jensen e Stonebrink, mantidos por até 90 dias. Colônias compatíveis com micobactérias foram submetidas à coloração de Ziehl-Neelsen para o diagnóstico de bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR) e detecção molecular. Catorze estirpes isoladas em 12 amostras (n=12/142, 8.4%) foram classificadas pela técnica de reação em cadeia da polimerase com enzimas de restrição (PCR-PRA) e sequenciamento como segue: M. mucogenicum tipo 2 (n=4), M. nonchromogenicum tipo 1 (n=3), M. hodleri type 1 (n=2), M. terrae tipo 3 (n=3), M. cookii tipo 1 (n=1), e M. szulgai tipo 1 (n=1). O sequenciamento do gene hsp65 revelou >98% de similaridade com as espécies de micobactérias depositadas no GeneBank, e detectou: M. engbaekii (n=5), M. arupense (n=4), M. nonchromogenicum (n=3) e M. heraklionense (n=2). Houve concordância na detecção das espécies de micobactérias entre PCR-PRA e sequenciamento em três dos isolados, exclusivamente da espécie M. nonchromogenicum (n=3/14; 21.4%). Árvore filogenética e dendograma (baseado no gene hsp65) dos 14 isolados revelou 4 clusters e 3 subclusters (79,0% de similaridade), respectivamente, e classificou os isolados como micobactérias atípicas agrupados no complexo M. terrae. Apesar da ausência de espécies do complexo M. tuberculosis nas amostras cultivadas, a presença de micobactérias atípicas, alerta para o risco de transmissão do patógeno pelo leite ou derivados para os humanos, visto que muitas dessas espécies de micobactérias já foram descritas causando infecções pulmonares e extrapulmonares em humanos imunocompetentes e imunossuprimidos |