Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Maciel, Thiago Arcoverde |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/191260
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Resumo: |
A urolitíase é enfermidade com importância econômica para a ovinocultura, que causa a saída prematura de ovinos machos destinados à reprodução, custos com tratamento e morte. A associação entre avaliação hemogasométrica, pesquisa de proteínas de fase aguda (PFA) como biomarcadores precoces e o estudo morfométrico do trato urinário pode ser empregada como método de auxílio diagnóstico precoce para a doença. Com esse objetivo, foram utilizados 14 ovinos hígidos, machos (não castrados), da raça Santa Inês com idade aproximada de 90 dias. Os ovinos receberam dieta experimental hiperfosfórica durante todo o período experimental, foram examinados semanalmente e após desenvolvimento da urolitíase, reorganizados em dois grupos experimentais distintos D1 (sem urolitíase) e D2 (com urolitíase) para análise comparada dos dados. No período pré-experimental e no dia do abate foram coletadas amostras de sangue venoso para avaliação hemogasométrica. Para mensurar as imunoglobulinas (A e G) e as PFA, analisaram-se as amostras dos ovinos que desenvolveram a urolitíase (D2). As coletas de sangue foram realizadas semanalmente até a manifestação clínica da enfermidade, totalizando 16 amostras. Ao término do experimento foi realizado o abate e necropsia dos ovinos, para descrição das alterações patológicas e a análise morfométrica. Fragmentos do trato urinário e fígado foram coletados e submetidos à rotina histológica e as lâminas histológicas foram descritas, seguindo-se a histomorfometria. Embora o pH sanguíneo não tenha sido diferente (P < 0,05) entre grupos, os ovinos que desenvolveram urolitíase apresentaram alcalose metabólica compensatória. Elevação da pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2) foi observada entre D1 e D2, mas houve diferença (P < 0,05) apenas nos momentos finais (MFs). Expressivas diferenças de excesso de base (EB), dióxido de carbono total no plasma (tCO2), bicarbonato (HCO3-) e saturação de bicarbonato (stHCO3-), foram registradas apenas nos MFs, assim como maiores valores para Na+ e K+. As PFA que apresentaram diferença (P < 0,05) ao longo do tempo foram haptoglobina e transferrina. Necrose do processo uretral e bexiga urinária repleta foram observados em todos ovinos que desenvolveram urolitíase. Além disso, um dos ovinos apresentou hidronefrose, extensa área de hemorragia na bexiga urinária, além de ruptura de uretra e edema subcutâneo. Não houve diferença significativa nas variáveis morfométricas macroscópicas entre grupos, com exceção da largura do ureter direito, contrariando a hipótese de sua possível utilização como método de auxílio diagnóstico precoce para a urolitíase. Quanto à avaliação histopatológica, foram observadas áreas multifocais de discreta a moderada congestão dos tufos glomerulares e proteína no lúmen tubular dos rins. No fígado, observou-se nas regiões centrolobulares, discreta a moderada degeneração gordurosa e apenas em um ovino foi observada, macro e microscopicamente, área focal ulcerada na mucosa da bexiga. Os achados da presente pesquisa demonstraram que a dieta formulada foi eficaz na indução da doença clínica. Foram encontradas lesões no fígado e trato urinário, mas não houve alterações histomorfométricas significativas. |