Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Guizelini, Pedro de Camargo [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/153027
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Resumo: |
A inclinação da curva força-tempo, obtida durante contrações voluntárias explosivas é definida como taxa de desenvolvimento de força (TDF). Como a TDF reflete a capacidade de desenvolver rapidamente força muscular, ela tem sido considerada uma importante ferramenta para a análise de performance desportiva, principalmente em esportes onde contrações explosivas e/ou ações funcionais (locomoção e manutenção do equilíbrio) são necessárias. Vários protocolos de treinamento com diferentes características (intensidade, número de series, número de repetições, duração) têm produzido melhora significante na TDF. Nesses estudos, vários mecanismos fundamentais para a melhora da TDF foram identificados. No entanto, não há clareza sobre os efeitos que diferentes aspectos do treinamento – tais como o tipo de contração, a velocidade da contração, especificidade de posição corporal entre teste e treinamento e a duração do treinamento - têm sobre a melhora da TDF. Sendo assim, esses aspectos continuam elusivos e são necessárias mais evidências. Então, o objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática da literatura sobre a influência do treinamento resistido na TDF em adultos. Adicionalmente, o objetivo da presente meta-análise foi investigar, através da meta regressão, os efeitos das variáveis específicas de treinamento: 1) intenção de realizar o movimento de forma explosiva, independente da velocidade; 2) tipo de treinamento; 3) especificidade; 4) duração total do treinamento na TDF. A busca sistemática na literatura foi realizada em bases de dados eletrônicas desde o início até Marco de 2017, e os estudos descrevendo o efeito do treinamento resistido na TDF em adultos saudáveis foram considerados elegíveis. Dezoito estudos relevantes foram incluídos após a revisão sistemática, compreendendo um total de 527 indivíduos saudáveis. O treinamento resistido proporcionou um efeito benéfico moderado na TDF (% mudança = 27,17, 95%LC 18,22 a 36,81, p < 0,001). O treinamento resistido realizado com ações musculares explosivas e alta velocidade de contração (i.e.,treinamento explosivo) teve um efeito superior na melhora da TDF quando comparado ao treinamento isométrico e de força. No entanto, as contrações musculares explosivas realizadas durante o treinamento de força (i.e., alta carga e baixa velocidade) e o treinamento isométrico não parecem ser capazes de induzir a uma maior melhora de TDF do que o treinamento sem contrações musculares explosivas. Assim, até o momento, ainda não é possível se identificar se a elevada TDF contrátil por si só é o principal estímulo do treinamento para a melhora da TDF na fase inicial da contração (i.e., < 100 ms). |