Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Rogeri, Patricia Kerches |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/154550
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Resumo: |
A maior parte dos estudos em ecologia trata indivíduos coespecíficos como equivalentes. No entanto, tem sido crescente o número de estudos que verificaram que os indivíduos de uma mesma população podem utilizar diferentes subconjuntos do total de recursos utilizados por sua população, o que foi definido como especialização individual. Morcegos frugívoros são importantes dispersores de sementes e a especialização individual no uso do espaço e na dieta traz consequências para essa função ecológica. No presente estudo verificamos a presença de variação interindividual no uso do espaço e de especialização individual na dieta no morcego frugívoro Sturnira lilium e investigamos possíveis mecanismos dessa variação. Para isso, 28 indivíduos adultos foram capturados em rede de neblina e marcados com radiotransmissores monitorados por meio de receptores fixos (“dataloggers”) distribuídos pela área de estudo de acordo com características da paisagem. Estudamos a dieta desses mesmos indivíduos a partir de amostras fecais, com foco na análise das sementes presentes e amostras de pelos por meio de análise de isótopos estáveis de carbono e nitrogênio. Para investigar um possível mecanismo gerador dessa variação, estabelecemos a ordem de preferência dos itens alimentares para cada indivíduo, por meio da razão entre o conteúdo energético e o tempo de manipulação de cada recurso (Teoria de Forrageamento Ótimo). Para isso, realizamos experimentos com 30 indivíduos para medir o tempo de manipulação dos recursos. Também medimos o conteúdo energético dos frutos. Encontramos variação interindividual no uso do espaço e movimento sumarizada em síndromes de movimento: indivíduos generalistas de habitat associados com frutos de Piper e indivíduos especialistas em áreas abertas associados com frutos de Solanum. Verificamos que os indivíduos variam principalmente no consumo de insetos, com indivíduos muito frugívoros e indivíduos onívoros. A análise de isótopos estáveis indicou que o fruto mais consumido pelos indivíduos, Solanum, não foi o fruto mais rentável energeticamente segundo os experimentos para metade dos indivíduos, para os quais o fruto mais rentável foi Piper. Isso pode acontecer por competição interespecífica, uma vez que existem outras espécies de morcegos que consomem os mesmos recursos. Estes resultados sugerem que a diferença na ordem de preferência dos recursos, somada à competição interespecífica e características comportamentais parecem ser os mecanismos geradores dos padrões de movimento e uso do espaço observados nesta população do morcego frugívoro S. lilium em uma paisagem fragmentada. |